Navio Vicente: Familiares das vítimas continuam a enfrentar momentos difíceis

7/01/2016 08:01 - Modificado em 7/01/2016 08:01

vicenteApós um ano do naufrágio do Navio Vicente, os familiares das vítimas continuam a enfrentar momentos de muitas dificuldades. Eram as vítimas que asseguravam o sustento dos filhos, das esposas, dos maridos e dos pais e para estes, sem quem os apoiava, o ano de 2015 foi “muito difícil”. Quanto aos apoios das instituições, estes têm sido insuficientes para as carências das várias famílias vitimas do trágico acidente.

O dia 08 de Janeiro de 2015 marcou para sempre e de forma negativa todo o País. Crianças, maridos e esposas ficaram órfãs e viúvos/viúvas, pais ficaram sem os seus filhos na sequência do afundamento do Navio Vicente no Porto do Vale dos Cavaleiros, ilha Fogo, com 26 passageiros a bordo, tendo morrido quinze pessoas.

Conforme um dos relatórios apresentados, “são famílias que vivem em situação de grande fragilidade económica e que dependiam directamente do ordenado das vítimas para subsistirem. Com a perda do familiar, ficaram expostas a situações de pobreza extrema”.

O porta-voz destaca um sobrevivente que na sequência do naufrágio contraiu uma doença grave de saúde e que ainda continua à espera que apareça alguém solidário que lhe disponibilize um apoio.
Apesar do tempo, a tristeza e a revolta permanecem ainda no seio dos familiares. Cirilo Cidário, porta-voz dos familiares das vítimas considera “difíceis” os momentos vividos pelas famílias até agora.

Apesar da onda solidária entre os mesmos e junto de algumas instituições, os apoios têm sido insuficientes. Para o representante, deveria ser “o próprio Governo um dos mentores de apoio às vítimas, tendo em conta o papel social que lhe cabe e que pouco ou nada tem feito para essas famílias”.

Durante seis meses, familiares das vítimas e sobreviventes viveram de cestas básicas atribuídas pela Câmara Municipal de São Vicente e uma grande parte terá recusado viver apenas da boa vontade. As famílias querem que as autoridades responsáveis assumam as suas responsabilidades, que paguem as indemnizações que devem às pessoas.
Quanto aos sobreviventes, apesar da procura desenfreada, encontram-se desempregados e dependentes de familiares mais próximos. Todos sonham um dia viverem independentes, mas a situação torna-se complicada com a falta de emprego, sendo os jovens as maiores vítimas desse flagelo.

Na véspera do aniversário do naufrágio, Cirilo Cidário deixa uma mensagem de conforto e de esperança a todos os familiares das vítimas: “apesar das perdas irreparáveis, a vida continua”, por isso, devem animar. O mesmo promete continuar a lutar até ao último momento.

  1. roxana

    Isso , o Gov ten q INDEMNIZAR as VITIMAS !!! Nada de discursinhos e canja .INDEMNIZEM ,muito dinhero ten para pagar SALARIOS e APOSENTADURIAS IMORAIS a seus FAMILIARES e camaradas , entao estas Vitimas MERECEM
    RECIVIR !

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