Autor da morte do empresário Raul Dias sai em liberdade

6/01/2016 07:33 - Modificado em 6/01/2016 11:21

saída-cadeiaO Tribunal de São Vicente extinguiu esta terça feira, 05, a medida de coação aplicada ao arguido João Baptista acusado de ter morto a facada o empresário Raul Dias em Agosto do ano passado. João Rocha encontrava-se em prisão preventiva desde a data dos factos e esta terça feira saiu em liberdade, pois as provas produzidas afirmam que o arguido agiu em legitima defesa, pois foi esbofeteado pela vitima que após a agressão embateu o carro que conduziu contra a moto do agressor.

O caso remonta a 15 de Agosto do ano passado. Após a recolha de prova o Juiz entendeu que o arguido terá agido em legitima defesa, pois a vitima terá esbofeteado o agressor depois de o ter perseguido com o carro e de lhe ter chamado de ladrão.

Após quatro meses em prisão preventiva e envolvido o arguido, que trabalhava para o empresário, saiu em liberdade na manhã desta terça feira, dia 05 de Janeiro.

Raul Dias da Luz, de 49 anos, era proprietário do GIMPORT, do GIMS-CV foi morto na sequência de um desentendimento com  o seu colaborador, João Rocha. Tudo terá se desencadeado devido a alguns pés de alface que a vitima teria oferecido ao agressor.

De acordo com os autos, o arguido apoderou-se da oferta e ainda no local quando saia para casa, foi chamado pela vítima que lhe esbofeteou e chamou-lhe de ladrão. Após a agressão o mesmo foi aconselhado por outras pessoas a abandonar o local. O arguido terá obedecido, mas a vitima insistiu e perseguiu-o embatendo o carro no moto que conduzida danificando o farol da viatura.

Ainda de acordo  com os autos o mesmo teve que parar enquanto que a vitima saiu armado em direcção ao agressor que muniu-se de uma das facas que trazia na mochila utilizada para matar animais e desferiu contra a barriga da vitima.

Raul  não resistiu ao ferimento e acabou por falecer no Hospital Baptista de Sousa. O agressor veio a ser capturado pela Policia, posteriormente presente ao Tribunal foi-lhe aplicado prisão preventiva.

O arguido foi acusado de homicídio agravado, após requerer da Audiência Contraditória Preliminar, ACP, o Ministério Público entendeu acusar o arguido de homicídio simples. Produzida as provas, deu-se por provado que o arguido terá reagido as provocações da vítima, assim, o 1º Juiz Crime de São Vicente entendeu extinguir a medida de coação e pediu que o arguido fosse imediatamente colocado em liberdade.

  1. Francisco andrade

    isso é a nossa justiça. Não admiro que existe bons advogados defendendo bandido.

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