Adeus Baia 2012 …no próximo ano cá estaremos

20/08/2012 13:11 - Modificado em 20/08/2012 13:11

A noite de domingo traçou o fecho da 28ª edição do Festival da Baía das Gatas, que homenageou a cantora Cesária Évora. Foram três dias de música dedicados a Diva dos Pés Descalços. Os artistas convidados para o certame e público sentiram “Sodad” da voz doce de Cesária Évora e como gesto de gratidão cantaram as músicas, que outrora Cize encantou as pessoas na Baía das Gatas.

A noite de despedida do festival foi assinalada por ritmos musicais modernos, com jovens músicos mindelenses e pela actuação de artistas que já cantaram em edições anteriores. Mas, o destaque da noite foi para  os jovens Ricky Boy e Djodje, que já são uma presença habitual no festival.

Mas antes desta nova geração na música cabo-verdiana pisar pela segunda vez consecutiva, o palco da Baía das Gatas, um grupo de músicos mindelenses trouxe estilos musicais que retratam a vida quotidiana. Os Irmãos Unidos, VIP e Mad Rapper trouxeram o Hip Hop, e o RnB para darem voz ao poder da palavra e a intervenção social.

De seguida o Mindel Som aqueceu as pessoas com temas tropicais e Tucim Bedje, sob direcção de Pol Block veio com os ritmos do carnaval, acompanhado das Mandingas da Ribeira Bote. Já o grupo Nova Ideia cantou coladeiras que marcaram a história da cultura cabo-verdiana, entraram pelo mundo do reggae e fecharam a actuação com o funáná.

Destaque

Por sua vez Djodje e Ricky Boy regressaram ao palco pelo segundo ano consecutivo para apresentar estilos como o Zouck, Cabolove e o Ragga. Ricky Boy estreou na Baía em 2011, enquanto Djodje, em 2001, com 12 anos cantou pela primeira vez no festival, numa altura que dava os primeiros passos na música.

Os dois jovens acabaram por ser o destaque do terceiro dia do festival, ao atraírem milhares de pessoas, para junto do palco. No areal da Baía das Gatas as músicas cantadas por Ricky Boy e Djodje eram entoadas pelo público. Num cenário, onde os jovens ocuparam os lugares cimeiros em frente ao palco para verem de perto a actuação dos dois músicos.

Para os dois jovens, a participação na 28ª edição do festival, teve um sabor especial, porque puderam participar de um espectáculo, que homenageou a diva, Cesária Évora, que é uma referência para qualquer arista cabo-verdiano.

Estreia

O músico Rui Last One pisou pela primeira vez o palco da Baía das Gatas e cantou músicas que marcaram os anos 90. “Djosa, Quem bó é, Obrigada Deus” foram alguns dos temas que Rui fez vibrar o público, com os seus movimentos electrizantes e palavras de apreço para valorização das músicas cantadas pela Diva dos Pés Descalços.

Dani Santoz actuou pela primeira vez na Baía das Gatas e num dueto com Mirri Lobo cantaram a música “Triste é Sabé. Santoz também cantou outras músicas do seu recente trabalho discográfico intitulado “Bom Sinal”.

 

Velha glória

E a chave de ouro para fechar o festival foi entregue a Vlú, um dos artistas que mais actuações têm nos 28 anos do festival. O músico, que é um dos fundadores do evento e aotor do hino do festival da Baía das Gatas trouxe composições que vibraram as pessoas que tiveram fôlego para cantar e resistência para fazer cair o pano sobre a 28ª edição do Festival da Baía das Gatas.

 

  1. Atento

    o festival de Baia ja subiu a um patamar que deveria ser repensado,ja não traz nada de novo,todos os anos é a mesma coisa. acorde Sr. Vereador de Cultura.
    Uma palavrinha para tcv: Como é possivel transmitir em directo todos os festivais realizados na Praia: badju ku Sol, Talentu Strela que é uma porcaria que é transmitida todas as semanas em direto e não consegue transmitir o festival de Baia que é Internacional? Devem mudar o nome para TvS ( TV de Santiago) e deixar os sanvicentinos livres da taxa da RTC.

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