Ano 2015: Ano de greves

31/12/2015 09:04 - Modificado em 31/12/2015 09:04

greve2O ano de 2015 foi marcado por greves e rumores de greves. Foi o ano onde grupos de trabalhadores mostraram sua insatisfação de forma clara e audível aos governantes. Professores, agentes da Policia Judiciaria, guardas prisionais, trabalhadores das alfândegas, trabalhadores dos registos e notariado, estiveram entre as vozes de insatisfação.

O grupo que mais se fez ouvir durante o ano, e promete mais para o próximo ano se os acordos não forem cumpridos, está os professores. Logo em Janeiro os professores já tinham dado o aviso que iriam para a luta. As classificações, subsídios da redução da carga horária progressões, estiveram na base da insatisfação dos professores. Uma luta que não tinha começado em 2015, mas teve o seu auge ao longo do ano. E o alvo foi a Ministra da Educação, Fernanda Marques, acusada de não respeitar os professores e os acordos. Greves e manifestações foram as formas de luta escolhida pelos professores.

Inspirados pelos colegas, os professores do ex-Instituto Pedagógico viram na greve uma oportunidade de reivindicarem o pagamento das horas extras. Ficou pela ameaça e foi saldada a dívida com eles. “O vírus da greve” quase que fazia sentir no privado quando professores da Universidade Lusófona de Cabo verde ponderaram a realização de uma greve para exigir o pagamento dos salários em atrasos.

Policia Judiciaria

“À atenção de bandidos e afins: PJ vai entrar em greve por tempo indeterminado”, destaque do NN a quando da ameaça greve dos agentes da Policia Judiciaria. E quando o governo assobiou para lado a greve foi efectivada. A greve foi a nível nacional com a adesão de cem por cento em São Vicente. E não ficou somente pela greve, houve ameaça de demissão em bloco por parte dos agentes. A qual o Primeiro-ministro respondeu com ameaça de recrutamento de novos agentes. Nem mesmo no 22º aniversário da PJ foi motivo de comemoração. E foi duas greves em um ano.

Os agentes prisionais também não estiveram muito satisfeito com as suas condições, chegaram a entregar um aviso de greve para os dias 24 e 25 de Dezembro.

Mais greves

Os trabalhadores das alfandegas também por duas vezes mostraram seu descontentamento com o Ministério que os tutela. O objectivo foi mesmo chamar a atenção pela situação. E neste sentido o sentimento foi que a greve foi um sucesso ,já que os cidadãos não puderam fugir ao facto deste grupo de trabalhadores estarem em greve, já que não se conseguia levantar as respectivas mercadorias.  Na última greve a questão dos serviços mínimos condicionaram a greve. O que os trabalhadores não ficaram muito agradados.

Mais um problema para o Governo durante 2015 foi os trabalhadores dos registos e notariado. Os trabalhadores entraram em greve. Os trabalhadores da MDR em Santo Antão também quiseram fazer-se ouvir e a greve foi a forma encontrada.

Ente os rumores de greve também estiveram os trabalhadores do INE que ameaçaram com greve.

Entre os demolidores comum estava a implementação do PCCS e também sobre questões salarias.

  1. Francisco andrade

    O mal de todos os políticos é deixar para resolver a situação para a época eleitoral. E encontraram a ” crise internacional” para a desculpa da não resolução dos pendentes. Daí que 2015 foi marcado como sendo o ano das greves.

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