Presidente da República quer que o recenseamento eleitoral seja obrigatório

30/12/2015 08:00 - Modificado em 30/12/2015 08:00

jcfcfO Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca,  quer  o recenseamento eleitoral passe a ser obrigatório . Esta posição do PR está  relacionada com  os números que apontam para baixas taxas no recenseamento  eleitoral , em particular,  junto da camada mais jovem da população  e na emigração .

“Se para estas eleições isso já é um facto consumado, tem de se encontrar maneira de fazer com que o recenseamento seja obrigatório. Tem que haver mecanismos que façam com que, nomeadamente no estrangeiro, o recenseamento seja automático numa embaixada ou num consulado”,

Cabo Verde realiza eleições legislativas no dia 20 de Março do próximo ano e o atraso no arranque do recenseamento, que vai até 15 de Janeiro, tem sido uma das maiores preocupações, sobretudo no estrangeiro.

“Isso deve ser pensado, reavaliado, de forma que as eleições sejam mais participadas possíveis”, prosseguiu

Considerando que isso “limita a participação”, o chefe de Estado cabo-verdiano considerou que todos os atores políticos e sociais deverão, no futuro, fazer uma “reflexão desapaixonada” para criar as “condições legais” para que a CNE seja a “máxima autoridade do processo eleitoral”.

Também afirmou que a CNE deverá “repensar a sua articulação” com as comissões de recenseamento, que têm autonomia própria, e com os serviços de apoio ao processo eleitoral, com tutela governamental.

Jorge Carlos Fonseca mostrou-se ainda preocupado com as “pessoas que não estão inscritas no recenseamento e que não são tidas em conta quando se mede a abstenção” e apelou aos cidadãos que completam 18 anos até 15 de janeiro para se inscreverem nos cadernos eleitorais.

Jorge Carlos Fonseca, que falava à imprensa após realizar uma visita à Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo Verde, defendeu ainda a adoção de outras medidas para acelerar o recenseamento eleitoral no país.

 

Fonte : LUSA

  1. Joana Inês Sá

    Bravo Senhor Presidente! Mais uma assertiva e vinda em boa hora!

    O recenseamento tal como tem estado tem permitido infracções, facciosas, partidárias do mais grotesco e negativo calibre.

    Desde do não registo de eleitores que procuram fazê-lo, indo até ao riscar e ao irradiar de nomes dos Cadernos Eleitorais, de tudo um pouco vem-se assistindo nos últimos quinze anos, nestas ilhas e na nossa Diáspora.
    Já agora, convinha rever os cadernos eleitorais da nossa comunidade emigrada nos USA…
    Obrigada Senhor Presidente da República, tornado obrigatório o recenseamento eleitoral, os” batoteiros profissionais” dos cadernos eleitorais serão desmascarados

  2. Eduardo Oliveira

    A ideia é boa pois os cidadãos precisam consciencializar das suas responsabilidades civicas e não podem depender sempre dos sacanas. Tanto o VOTAR como a prestação do Serviço Civico (para ambos os sexos) devem ser OBRIGATORIOS.

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