2015 /Justiça: o verso da medalha

29/12/2015 09:02 - Modificado em 29/12/2015 09:02

justicaO caso denominado ‘Perla Negra’ que envolveu seis arguidos acusados dos crimes de tráfico internacional de droga agravado, associação criminosa e lavagem de capitais, conheceu a sua conclusão agora em Novembro com a condenação dos arguidos a cumprirem penas efectivas de 16 e 15 anos de prisão e ainda com o confisco dos seus bens declarados perdidos a favor do Estado de Cabo Verde.

Este caso, por um lado mostrou uma PJ motivada, pesem os problemas laborais e a “guerra suja” que eclodiu na Delegação do Mindelo e ciosa das suas obrigações estribadas no profissionalismo dos seus membros. Mas quem assistiu ao julgamento ficou a saber que os inspectores têm razão quando exigem melhores condições. Não é possível investigar uma suposta associação criminosa sem escutas telefónicas, não é possível seguir o trajecto de um iate sem meios tecnológicos de localização; não é possível que o único instrumento de vigilância para controlar um desembarque de droga sejam os olhos dos inspectores; não é possível vigiar um grupo suspeito só com binóculos ou com óculos escuros e um jornal à moda do James Bond numa terra onde os agentes da PJ são conhecidos.

E por fim, apesar do Ministro da Justiça não gostar da ideia, não é possível manter o nível da exigência aos inspectores, exigir profissionalismo, colocar a vida em risco com uma salário de 49 mil escudos por mês.

  1. Eduardo Oliveira

    JUSTICA com letras maiusculos é o que se precisa. Se ela funcionar serà facil resolver tudo quanto é ilegal e todos os que cometem ilegalidades

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