2015/Política: Tensão entre o ETCP e a gestão do Fundo do Ambiente

29/12/2015 08:50 - Modificado em 29/12/2015 08:50
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Antero VeigaO ano de 2015 foi um ano fértil em termos políticos, não fosse um ano pré-eleitoral. O objectivo traçado por parte dos partidos de serem eleitos como próximo governo em 2016, fez com que as intervenções e as sugestões os mantivessem na linha para conseguirem o objectivo.

Mas duas situações marcaram o ano de 2015. O primeiro foi o debate sobre o Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos. O Estatuto foi discutido e aprovado pelas bancadas parlamentares. Mas quando chegou aos ouvidos da população, principalmente as questões salariais do Estatuto, o caldo entornou-se. As pessoas manifestaram o seu desagrado numa mega manifestação que ocorreu em vários pontos do país com um debate aceso sobre o tema, com a população e os sindicatos a mostrarem-se desagradados.

Com a aprovação do Estatuto pelo Parlamento, tudo ficou nas mãos do Presidente da República: o veto ou a promulgação. Jorge Carlos Fonseca colocou-se do lado do povo e vetou, para agrado de muitos que já tinham manifestado contra. E com naturalidade, os políticos receberam a notícia do veto.

Fundo do Ambiente um fundo de controvérsia

A gestão do Fundo do Ambiente esteve debaixo dos holofotes quando o Presidente da Associação dos Municípios de Cabo Verde, Manuel de Pina, acusou o Ministro do Ambiente, Antero Veiga, de gestão danosa, promíscua e vergonhosa. Esta acusação originou uma série de acusações entre ambas as partes, com os partidos políticos e o Governo a tomarem posição nesta batalha.

José Maria Neves manteve confiança no Ministro, assim como o PAICV que defendeu o Ministro. Do outro lado, o MpD trouxe à tona uma lista de associações beneficiadas dirigidas por “paicvistas”. Esta lista assim como os valores, foram desmentidos pelo Ministro. E neste mar de acusações, os processos deram entrada no Tribunal para se tirar a história a limpo. O Fundo foi alvo de uma auditoria para verificar a sua gestão.

Na democracia o que não falta é a divisão de opinião. E num país democrático com duas grandes forças políticas, MpD e PAICV, o debate e a divergência de ideias, principalmente no Parlamento, foi e continua a ser uma constante. Assuntos como o crescimento económico e o desemprego, não encontraram consenso. E dos políticos fica uma realidade vista com dois pontos de vista diferente, a do Governo e do PAICV e a outra do MpD.

Mas 2015 é marcado pela preparação dos respectivos partidos para o ano de 2016. Tendo como primeiro embate eleitoral as eleições legislativas, as cúpulas dos partidos direccionaram a própria atenção para a preparação das listas para as eleições que acontecem no dia 20 de Março.

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