Época festiva: “peditórios chegam a ser um assédio insuportável”

24/12/2015 07:15 - Modificado em 24/12/2015 15:34

maos vaziasO mês de Dezembro é uma altura do ano onde o número de pedintes aumenta nas ruas do Mindelo e nas esplanadas. O assédio é  constante e desagradável  relatam alguns entrevistados. Estes ainda sentem-se coagidos a darem as esmolas com medo do que lhes possa acontecer caso digam não.

Existe o hábito de pedir esmola nas ruas do Mindelo  e verifica-se sempre os meninos de rua às portas dos supermercados e a volta das esplanadas, porém há reclamações que na época festiva é um tormento andar nas ruas ou tomar um café sem que ninguém peça dinheiro, cigarros ou até comida. Alicia diz que “ é um exagero o número dos pedintes e nós ainda sentimos constrangidos se não oferecermos a esmola, porque pensam que quem sai com um saco de compras tem sempre uma moeda para oferecer.” Ainda Gil acredita que muitos exageram na abordagem às pessoas porque na época do Natal as pessoas estão mais sensíveis a quem está a viver na rua e principalmente com as crianças, mas o entrevistado adianta que “deve-se fazer alguma coisa por parte das autoridades e que não seja só nesta altura do ano, que seja o ano inteiro.”

Ainda existe o receio de dizer que não, porque alguns pedintes ficam chateados e até são mal-educados quando os seus desejos não são concretizados. Palavra como sovina , ou “ Djû” como se diz em São Vicente,  é mais ouvida. Existem casos onde os pedintes exageram como  dois homens  que passam numa esplanada e um deles aborda uma senhora  que esqueceu o seu maço de cigarros em cima da mesa e um deles diz “ podes dar-me um cigarro?” Não satisfeito com a oferta de um cigarro, vira-se para dona do maço e apela ao coração ao dizer “dá-me mais um cigarro, porque somos dois e assim é menos um prego para o seu caixão” ou seja, até a pedir os são-vicentinos não perdem o bom humor, mas confirma-se o descaramento dos pedintes.

Todavia não só as pessoas sofrem com o assédio dos pedintes, também as cafetarias que podem até perder clientes devido a constante abordagem e torna-se desagradável. Nos cafés com esplanadas habitualmente são os funcionários que afugentam os pedintes ou os meninos de rua, ou seja, para além de servir as mesas também acumulam outro trabalho, zelar pelo sossego e bem-estar dos clientes.

  1. Maria Fortes

    Outro grande assédio e insuportável são as rifas por todos os lados e em especial nos estabelecimentos comerciais onde têm toda a conivência dos proprietários ou responsáveis.
    Estas rifas não passam de um extorquir de dinheiro pois nunca as pessoas que assinam sabem se ganharam ou não. Verdadeira burla atormentadora na quadra festiva e que deveria ser proibida pelas autoridades.

  2. Sintra

    Rifas por todos os lados, não consegues sentar numa explanada relaxando porque trazem rifas, a pessoa nega e ficam a insistir, isso é mesmo desagradavel, para além das balconistas que ficam a pedir para colocar dinheiro numa caixinha ao lado da caixa de pagamento. Andar nas ruas de Mindelo na epoca festiva é um massacre… RIFAS, CAIXINHAS, MENINOS DE RUA, ADULTOS PEDINTES ….

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