Julgamento de Tiago Almeida: agressor pede desculpas à família do jovem

24/12/2015 07:45 - Modificado em 24/12/2015 07:45

TribunalDurante o seguimento do julgamento dos três jovens envolvidos na morte de Tiago Almeida ocorrida em Junho deste ano, foram apresentadas ainda mais quatro testemunhas arroladas ao processo. Três elementos do grupo do arguido e um do grupo do ofendido, onde se notaram diversas incongruências por parte das declarações prestadas.

No seguimento das declarações que iniciaram no dia 14 do corrente mês e sabendo desde logo quem era o agressor visto o mesmo ter confessado desde o primeiro momento, as testemunhas reafirmaram que a discussão surgiu devido ao pronunciamento de um deles da expressão “Arlomp”, como forma de “brincadeira”.

Ouvidos os elementos referentes ao processo, a Polícia Nacional também foi chamada para prestar declarações e, de acordo com o segundo subchefe da PN, foram chamados para responder a uma situação de distúrbio na Rua da Praia e não tendo encontrado nada no local prosseguiram com a ronda. Entretanto, durante este período de tempo, encontraram uma mulher que lhes disse que o amigo tinha sido ferido e quem eram os agressores, “crianças de rua”. Chegados ao local, a vítima já tinha sido encaminhada para o hospital por um carro particular.

Abordado pela polícia, o agressor, conhecido por “Macky”, deitou a faca no chão, mas este foi visto pela polícia e acabou por confessar ser ele o agressor e que foi a faca utilizada para agredir o jovem. Sendo assim, foi ordenada a sua detenção e o mesmo foi conduzido à esquadra.

O Ministério Público afirma que a contestação contribuiu para a descoberta da verdade e pede uma pena justa respeitando melhor entendimento da justiça.

Apresentados todos os factos e feitas as alegações finais, o Ministério Público declara que ficou provado que a intenção do agressor era atingir o pescoço do ofendido, visto este ser muito mais alto do que ele. E relembra também que houve fuga do local.

Para a defesa, não eram necessárias tantas testemunhas uma vez que o arguido confessou desde a sua detenção o crime, apesar de servir para esclarecer em que contexto aconteceu a tragédia.

Afirma ainda que a confissão deve ser levada em conta na altura da condenação, ou seja, condenar o arguido de uma forma justa, porque se deve compreender todo o “quadro”, como as circunstâncias da agressão, a ingestão de álcool por parte dos elementos do grupo do ofendido, a expressão que despoletou a discussão, a defesa de um membro do grupo, ou seja, o quadro completo e não a agressão de forma isolada.

Ainda antes do término da audiência, o arguido proferiu um pedido de desculpas à família de Tiago, admitindo que a sua intenção não era provocar a morte do jovem. Declara ainda que estava apenas a defender-se.

Tiago Almeida, ou “Tag”, como era conhecido pelos amigos foi morto em Junho deste ano após envolvimento numa briga com um outro grupo de jovens na rua São João, no cruzamento da antiga Casa Serradas.

A sentença será conhecida no dia 05 de Janeiro pelas 8:30h.

  1. Francisco andrade

    Tanta lenga lenga. matou , entao que vá para a cadeia.

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