Baía com E de espera

19/08/2012 14:48 - Modificado em 19/08/2012 14:48
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Sábado é o dia central do festival da Baía das Gatas e, provavelmente, o dia que mais pessoas recebe. Com a folga de domingo no horizonte o festival vai até o raiar do sol. Mas também com tantas pessoas a quererem ir para a Baía faz com que a espera na rotunda de Ribeira Bote seja muita.

Esse ano não fugindo a regra, sábado a noite parecia ter poucos carros para tantas pessoas. Mais carros que partissem o número de pessoas não diminuía. Muito pelo contrário, só aumentava. A fila para os autocarros  formada e vigiada pela polícia era a mais organizada, mas também a mais longa. Enquanto isso outros iam tentado a  sua sorte num hiace ou numa Jovita que aparecia, e neste particular a regra é de quem puder a mais.

A organização na fila  para apanhar os autocarro é contrastada com a demora. Já que alguns i reclamam do longo tempo de esper.. E neste momento Miguel é obrigado a chamar a polícia para colocar ordem na fila, enquanto algum outro individuo planeia tentar a sua sorte em “furar” fila.

Mas com tanto tempo de espera a frustração e o desespero toma conta e o pensamento em desistir apodera-se de muitos  que querem   voltar para casa. Como César que diz que está há mais de duas horas a tentar apanhar carro, mas nada.

O centro de Mindelo, nestes dias, passa a ser a rotunda de Ribeira Bote com centenas de pessoas a juntarem-se  para conseguir a passagem para o Festival. E saber que muitos estão lá a dançar e a vibrar ao som da música e muitos sem poder entrar na sabura acaba tornando-se cansativo e frustrante. Mas ate de madrugada  ninguém arrecada o pé como em teimosia de que tem o seu direito a desfrutar do festival como qualquer sanvicentino.  E o transporte há-de aparecer. Aparece sempre. Um questão de esperar. Esperar , na certeza que sempre se chega a Baía. Será da lua cheia ?

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