A conta da Campanha “Por Alejandro” só podia ser movimentada com a autorização do ex-subgerente

16/12/2015 07:56 - Modificado em 16/12/2015 07:56

alejandroNa campanha humanitária “Por Alejandro” foi divulgada a conta nº 27225131.10.1, onde as pessoas podiam fazer os donativos a favor da criança que sofre de paralisia cerebral, porém, os pais descobriram que existia outra conta com o nº 27225232.10.1 da qual não tinham conhecimento e que foi fornecida por um funcionário do banco. Desta forma, foi feita uma denúncia contra Herberto Rodrigues, ex-subgerente e promotor da campanha, ao Ministério Público e o processo está sob investigação da Polícia Judiciária.

O pai da criança, Odair Lima, conta que “foi aberta uma conta cujo nº é 27225131.10.1 na CECV e, para a movimentação do dinheiro, exigia-se a assinatura da mãe e de Heriberto Rodrigues e todas as vezes que lá íamos, ficávamos muito tempo à sua espera para fazer o que quer que fosse na conta”. Acrescenta ainda que a mãe de Alejandro, Liliana, tentou solicitar o extracto e sem sucesso. Porém, um dia, dirigiram-se à CECV, na Av. 5 de Julho, para fazerem um movimento e Odair afirma que ouviu o ex-subgerente a dizer ao caixa “dá-lhes só o dinheiro ” .Mas , depois, foi lhe revelado o número da conta por um funcionário , que não revela o nome. Diz que o número da conta desconhecida estava escrito a lápis no verso da cópia do talão de levantamento .Foi assim que os pais tiveram conhecimento da mesma ou extensão da conta à ordem em nome de Alejandro Delgado Barbosa.

Muitas foram as atitudes do promotor da Campanha de Alejandro e ex-subgerente da CECV que levantaram suspeitas aos pais, entre as quais, a não apresentação das contas finais do projecto, o tempo de espera para serem atendidos no balcão, porque ficavam a aguardar o subgerente. Disseram-lhes que a campanha ultrapassou fronteiras e chegou aos EUA e à França, desconheciam os valores depositados no cofre durante um torneio de futebol a favor de Alejandro, o desdém do promotor do projecto que passou a ignorar os pais e Odair assegura que “nós só queríamos que o Heriberto, no final do projecto, se sentasse connosco e apresentasse as contas e estivemos dois anos à espera. Sentimo-nos lesados e, por isso, procuramos a justiça” e justifica que o ex-subgerente disse que o valor arrecado era de 250 mil escudos, mas o pai assegura que os recibos entre alimentação de Alejandro e a conclusão da obra da casa onde moram, chega aos 345 mil escudos.

Neste sentido, o pai só exige que sejam esclarecidos do porquê da abertura de outra conta no nome de Alejandro e frisa que não está a acusar ninguém de furto. “Só queremos que a verdade seja reposta”. O caso está sob a alçada da Polícia Judiciária para averiguações e investigação dos factos.

  1. roxana

    Ate quando este facto SOSPEITO de DESVIO e Burla esta sub.investigaçao ???? Q tan dificil CONFERIR os factos ?? O Alejandro e seu familia sao humilde e trabalhadora onde 1000 esc arrecadado marca a diferencia em beneficio desta Criança POR AMOR DE DEUS , QUE PASOU com a o as conta de este portador de PARALISIA CEREBRAL .ALGUEM DO MP TEN VERGONHA NA CARA e acabe de dizer q acontecio . As duvidas nao são saudavel’ nem para a CECV !!!! O alguem tem medo? CADE O DINHERO DE ALEXANDER ? Eu conheço esta familia .

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