Gerson Melo: Cidade Desportiva é uma forma de pensar o desporto para o futuro

16/12/2015 07:48 - Modificado em 16/12/2015 09:43

gersonmeloDesde que foi lançada na cidade da Praia, o projecto Cidade Desportiva, a ser construída na capital do país muitos são os que falam sobre este empreendimento, que para alguns é algo que fazia falta ao desporto nacional enquanto outros criticam que será mais uma forma centralização do desporto.

O Director Geral do Desporto, Gerson Melo, em entrevista a este online fala sobre o projecto que, segundo o Primeiro ministro deverá arrancar nos próximos quatro/cinco anos. Em relação ao projecto Cidade Desportiva, Gerson Melo afirma que este foi um apelo feito aquando da inauguração do estádio nacional, de forma a criar condições reais de infra-estruturas adequadas ao momento actual do nosso desporto.

Para Gerson Melo, o que está-se a pensar para Praia, em São Vicente já existe, no mesmo espaço campos de futebol e placas desportivas. “Agora precisa ser orçamentada e fazer um projecto que integra todos estes espaços”. Diz ainda que existe uma abertura para criar este espaço englobando o Liceu Ludgero Lima, José Augusto Pinto, Adérito Sena, Carlos Alhinho e Centro Estagio de forma a interliga-los a ter um complexo desportivo e com uma valência educacional.

Dada a exigência do desporto actual, a infra-estrutura dará a Cabo Verde possibilidade de acolher competições internacionais, nas diversas modalidades. “E competições internacionais em qualquer pais é um dos factores de desenvolvimento do desporto. Não esperamos receber os jogos olímpicos, mas competições da nossa região desportiva”, frisou. E assegura ainda que o país tem condições para isso.

Sustentabilidade do projecto

Para Gerson Melo este é um projecto cheio de ambições, mas relembra que para ser construído em fases e adequa-se em função das necessidades do nosso desporto. “É para vários anos, vinte anos, embora há condições para que no próximo ano seja dado o arranque de algumas infra-estruturas do projecto”, esclarece o Director geral do desporto cabo-verdiano que avança que esta é uma parceria público /privado onde a própria Câmara da Praia é parceira”.
O projecto tem a questão da sustentabilidade financeira e ambiental, sendo que a financeira passa pela parte imobiliária.
Melo deixa claro que um outro objectivo do infra-estrutura, que é levar as federações e tudo o que diz respeito ao desporto a funcionar no local, caso comum em diversos países.
Sobre a garante que entende a questão das pessoas questionarem o porque de centralizar tudo na ilha de Santiago. Para o responsável da DGD, não se trata de centralizar. “Deve primeiro conhecer as regras de como funciona os organismos internacionais antes de criticar”, dando um exemplo em termos de futebol. “Para uma equipa internacional jogar em Cabo Verde, para alem das condições logísticas, tem ainda as do estádio, que deve ter um relvado certificado pela FIFA e estádio reconhecido pela CAF”.
E se um jogo não for na capital a responsabilidade é de Cabo verde, ou seja, se já é elevado organizar um jogo da selecção na cidade da Praia imagina então o custo em São Vicente. É muito mais elevado, mas deixa claro que esta não é uma justificativa.

Outros projectos

Sobre os projectos desenvolvidos em Cabo Verde , este ano, Melo diz que a ilha Santo Antão é a que teve um maior investimento a nível de ténis, com dois campos de ténis, mais um complexo para a pratica da modalidade. E a nível de modalidades de salão está a ser desenvolvida em São Vicente, no Liceu Ludgero Lima o projecto Centro de Treinos, que consiste em equipar liceus e as escolas com condições de infra-estruturas para a prática do desporto e o mesmo pode-se dizer do Liceu José Augusto Pinto.

Casa do Desporto
“Vai ser criada a Casa do Desporto, que é um projecto pioneiro iniciado em São Vicente e na ilha do Fogo, São Filipe, mas que no próximo ano passa pelas outras ilhas, como Sal e Maio com locais identificados para a sua construção, seguindo depois para as restantes.
“É um espaço onde todas as associações irão ter a sua sede a funcionar, visto ser esta um dos grandes problemas do funcionamento do desporto, que é a falta de locais próprios”, conclui

  1. Alexandre de Novais

    Sem Estádio de Futebol em condições de receber a nossa equipa nacional de futebol na Região Norte para que todos tenham a oportunidade de demonstrar o seu apoio aos Tubarões Azuis de todos nós.
    Sem Estádio para Atletismo para que todos os caboverdeanos de Norte a Sul possam aceder a custo controlado e acessivél a treinos de nivél internacional em instalações dignas desse nome.
    Longe mas mesmo bem longe de termos na Região Norte algo que se pareça nem que de longe à Cidade Desportiva, que nos foi apresentada como um serviço ao desporto Caboverdeano, mas que todos sabemos e vemos que desta forma não poderá nem de perto nem de longe servir cabalmente o Desporto Nacional, mas sim e consistentemente o Desporto em Santiagto e quanto muito da Região Sul do país. Porque com os custos dos transportes, as dificuldades próprias a esses mesmos transportes e todos os outros custos associados, dizer que atletas de todo o país irão beneficiar efectivamente dessa infraestrutura é um desrespeito à nossa inteligência.
    Ao invés de gastarmos um balurdio num só local numa Cidade Desportiva para a Praia (incluindo muitas outras infraestruturas imobiliárias que não sómente as desportivas), que se invista idealmente em três/quatro Pólos Desportivos Regionais com normas internacionais (idealmente um em cada Região do país – Mindelo, Espargos, Praia e São Filipe), outrossim pelo menos um na Região Norte e outro na Região Sul, concentrando o investimento unicamente em Infraestruturas Desportivas, que essas sim, estando junto/perto das populações e de todos os cidadãos, servirão o Desporto Nacional porque servirão todos os atletas deste país.
    Sem falar da questão da manutenção destas infraestruturas, que são per si um desafio no qual necessáriamente a planificação tem que pensar antes e não depois de constrúidas. Já temos problemas em manutencionar o actual Estádio Nacional, imaginem uma Cidade Desportiva. Os Pólos Desportivos Regionais, de dimensão menor e melhor adaptados à realidade nacional, os quais deveriam ser co-geridos pelo Governo e as Camâras Municipais, claramente e a todos os nivéis satisfazem indiscutivelmente melhor as necessidades e as expectativas dos cidadãos caboverdeanos.
    O Director Geral Gerson Melo só pode estar a brincar com os sanvicentinos e os caboverdeanos das ilhas (sic) quando este nos diz que o que se está a pensar para a Praia já existe em S.Vicente. Somos nós todos uns cegos e ignorantes, ou este já apanhou o sindroma da Capital? Ainda bem que de seguida reconhece que isso terá que ser orçamentado e um projecto precisa ser feito. Ou seja, mais uma vez, planeia-se, planifica-se e realiza-se na Capital e para o resto do país fazem-se projetos e passa-se o resto do tempo à busca de financiamentos.
    E por favor, que se pare de nos martelar com o facto de que fazendo na Praia e tão sómente na Praia está-se a beneficiar o país. Está-se sim a desconstruir este país arquipelágico, plural e multi-cultural que é Cabo Verde.
    Haja discernimento, haja comprometimento com o esforço que todos os dias e por todo este país, atletas de todas as idades e de todos os cantos dedicam a elevar bem alto o nome de Cabo Verde. E a Região Norte neste quesito está longe de ficar para trás.

    Não querendo, não fazemos. Querendo, podemos.
    Assim se constrói na Integra este nosso torrão Arquipelágico!!!

  2. Francisco andrade

    Sr gerson melo: essa obra vai ter um custo,não é?
    pergunto quem vai pagar?Será o contribuinte ( de todas as ilhas)?
    Há dias um cidadão americano falou e bem na comunicação social , que o caboverdiano dá passos maior do que as pernas, não é?
    Leva este ultimo parágrafo em consideração.
    Grato : Professor Francisco Andrade

  3. JALB

    Já agora Gerson, esqueceste de incluir o “relvado” (lá da tua zona) na Cidade Desportiva de S. Vicente?

  4. Graças a lacaios como este Gerson que Mindelo vai perdendo oportunidades a favor da Badiulândia. Naturais de São Vicente vão vendendo a sua ilha e a história e cultura da ilha em troca de um lugar nos orgãos centrais. Esses manhentos de São Vicente e do Barlavento estão espalhados por toda a Badiulândia, já que os Badius não têm competência para tal.

  5. Melanie Évora

    Ó Sr. Gerson Melo, o Sr. sem classe alguma resolveu passar a todos os caboverdianos das restantes ilhas um ATESTADO DE IGNORANCIA. O Sr. está a desrespeitar todos os restantes caboverdianos, porque tudo o que deixa de pertencer a ilha de Santiago é tratado como o resto, o resto das ilhas, os ignorantes. Nós que pertencemos as outras ilhas somos todos uma cambada de ignorantes näo é Sr. Gerson Melo. Obrigada por pensar assim, tal como muitos governantes de CV, incluindo a cúpula. Continuem na vossa santa esperteza, na vossa mente iluminada contra nós que somos tidos como os ignorantes das restantes ilhas, os coitados, nós somos os miseráveis, nós somos as vítimas do roubo descarado, mas mesmo assim vocës arrogantemente nos chama indirectamente de uns burros e ignorantes. Deus tem, Deus há-de ver para esta grande maldade que está e irá repercutir-se na nossa vida, na dos nossos filhos, na dos nossos netos, bisnetos, etc. Deus é grande e todo o Poderoso. Temos fá nele!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  6. Carlos Silva - Ralão

    Ninguém é contra projeto que seja para Cabo Verde, desde que haja bom senso na aplicação destes mesmos projetos em conformidade com a conjuntura económica/social do momento e as necessidades/prioridades. Este projeto terá sucessos num futuro a longo prazo, depois que cada ilha já estiver dotada das mínimas infraestruturas desportivas de forma a ter uma equidade na pratica de todas as modalidades em todas as ilhas.

    Na minha opinião, não se pode ainda pensar numa cidade desportiva se ainda temos ilhas sem pavilhões cobertos, estádios relvados sem iluminação, e principalmente sem a região norte ter um estádio e um complexo desportivo para receber os jogos dos nossos tubarões: AZUIS, VOADORES, MARTELOS, etc…. Se tudo se concentrar na Praia, Cabo Verde não estará sendo pensado como um todo, mas sim Praia como país e o resto das ilhas como periferia….

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