Desfalque na CECV: onde está o dinheiro?

15/12/2015 07:15 - Modificado em 15/12/2015 07:15

desfalqueO caso do desfalque na Caixa Económica do Mindelo está a ser investigado pela Polícia Judiciária, porém, o arguido Herberto Rodrigues, ex-subgerente e tesoureiro, está em prisão preventiva acusado de burla e abuso de confiança. Veio a publico   acusar o sistema bancário e  pronunciar-se em sua defesa e fez eco na sociedade mindelense. Alguns criticam a postura do arguido, mas outros pensam que deverá ser outra ponta do “novelo” a investigar pela PJ.

É unânime a curiosidade dos entrevistados perante o desfecho do desfalque na CECV, mas esperam que se descubra onde foi parar o dinheiro desviado e que não aconteça como aconteceu com o desvio no BCA do Porto Novo. “É importante que se descubra como sumiu o dinheiro do banco e onde está para que a investigação tenha sucesso. Espero que justiça seja feita e que o dinheiro dos clientes furtados não fique em águas de bacalhau”, diz Zélida Ramos.Esta parece ser a questão fundamental .Pois em relação ao desvio dos cem mil contos no BCA do Porto Novo até hoje não sabe onde foi parar o dinheiro .  E parece que no caso da CECV vamos pelo mesmo caminho , pois o subgerente diz que é inocente e assim ninguém sabe como o dinheiro sumiu e muito menos onde está. E por isso que um comentador do NN chama atenção para o seguinte : “esses pseudo bancos privados pertencem também aos crioulos porque são constituídos na sua metade accionista por empresas ou serviços públicos do Estado, como os Correios, o INPS, o Tesouro do Estado, os Fundos de Garantia, a Promotora. Precisamos de controlar os mesmos para que não aconteça em Cabo Verde o que aconteceu com o BES em Portugal”, solicitando assim uma maior fiscalização nas instituições bancárias.

Alguns entrevistados discordam da posição do arguido e pensam que o mesmo deveria provar a sua inocência em Tribunal. Rosário diz que “a sua postura não é a mais adequada e que as suas acusações perdem credibilidade, visto que as fez depois de ter sido constituído arguido”. Todavia, há quem pense que mesmo sob investigação e estando em prisão preventiva, as suas denúncias devem ser investigadas e levadas em conta pela PJ, diz Carminda Oliveira.

Outros entrevistados concordam que o despedimento deveria ser aplicado não só ao ex-subgerente da CECV, mas também à gerente, visto que também cabia a ela a supervisão dos actos na agência”, assegura Nelson Luz, uma vez que Heriberto Rodrigues foi despedido por justa causa, visto que o arguido não agiu com diligência e zelo de um subgerente e tesoureiro, cita o jornal ‘Asemana’.

 

  1. joão

    O responsável do roubo na Agencia Marítima e Portuária é o próprio administrador Anselmo Fonseca porque ele devia controlar os cheques e não assinar de cruz. Por isso ele devia ser suspenso e colocado fora do trabalho. Ele não fez o seu trabalho, um financeiro a assinar um cheque nesses condições ou é burro ou é conivente. Por favor senhores da judiciária investigam o Anselmo.

  2. Isso é muito simples meu amigo João. Tens toda a razão. Na AMP estão cheios de verba. Os Administradores, todos incompetentes, autorizam o levantamento de dinheiro do banco e eles nem se importam qual o destino que o seu serviço vai dar ao montante. Se é para pagar papel higiénico ou se é para pagar água e luz. O dinheiro não é deles ou será? Será que há gente administradora na AMP com dinheiro vivo nos cofres do seu gabinete e a tesoureira que não é burra viu isso e se aproveitou. Haverá mais milhenas espalhadas pelas gavetas, cofres, armários na AMP. Pelos vistos o Governo pode transformar de Direção Geral a Instituto, de Instituto a Agência e agora de Agência a Super Fundação que tudo fica na mesma. Há dinheiro sem controlo do Estado a bailar nos corredores da AMP e quem chegar primeiro abocanha. Então Cristina Duarte? Presta atenção nos ratões de colarinho branco que estão lá na Agência há muito tempo.

  3. Oficial MM Inspetor

    Óh Engenheiro Zeferino (“Zoffão”) Fortes, Ex-DG Marinha e Portos e Presidente da IMP de 2001 a 2012. Tem lata para estar por aí no Mindelo de Sanvicente a acusar e a responsabilizar quem quer que seja por imcompatência, conluiu ou má gestão? Analisou a sua consciência? Pesaste a gravidade do erro ou omissão do Administrador e seus comparsas que te sucederam após 2012, a começar pelo José (“Zeca”) Fortes e equipa, agora com o Cruz Lopes e equipa, integrando o Anselmo com as inúmeras e pesadas irregularidades que a Marinha e Portos de Cabo Verde viu durante o teu reinado? Então vão: 1) Entre 2004 e 2009, assinastes ou não de cruz dezenas de contratos compras pagando-os a 100% antecipado com dinheiro do Orçamento de Investimento (Tesouro) e muitos ficaram por executar ou foram executados pela metade? 2) E o contrato de 26.000 contos com a uma empresa nacional (NAVEPESCA, SAT ou quê) par fornecer e montar vários de faróis que ficou por 70%? Com a MINDELOPESCA? As dezenas de requisições de fundos que mandastes fazer ao dinheiro público (Tesouro – OI) com facturas proformas, para as quais só justificastes com recibos, e das quais fornecimentos reais, facturas finais (ou comerciais) e Guias de Remessa ficaram a ver navios passar? 3) Provado ou não que de 2008 a 2012 permitiste que a delegação do porto novo só entregasse receitas de desembaraço dos portos em valor a volta 700 contos por ano (Comunicações de Depósitos dessa delegação, aqui registadas no Tesouro do Estado), quando só um navio regular o Mar di Canal com 2 viagens / dia 6 dias /semana e 48 semanas / ano escalava o porto 576 vezes que pela taxa da tabela antiga de 2.100$00 desembaraço dava 1.209.600 escudos ano? E dois navios na rota dava 2.419.000 escudos ou 12.096.000 em 5 anos sem contar com outros navios …. Só nessa delegação terás permitido a não arrecadação pelo Estado de, pelo menos, 8.596 contos. Quais foram as medidas de gestão que tomastes? Suspendestes alguém da função? Mandaste instruir processo disciplinar? Accionaste o Ministério Público? Pedistes à Polícia Judiciária que levantasse inquérito? Nada meu caro Inspector! Logo, para quem quizer, há prova irrefutável de teu dolo ou cumplicidade! 4) Provado ou não que assinaste de cruz um contrato no valor de 6 Milhões de euros, esticado para 11 Milhões, para o sistema VTS costeiro, tendo desse gastado 4 Milhões num edifício em Mindelo de Sanvicente e 5 postos de radares, prontos desde o ano de 2011, e que até agora nunca funcionaram? Provado ou não senhor ingeniero que tudo deveu-se a tua falha grave, de engenheiro de máquinas de fazer bosta, de que sistemas de radares para funcionar precisam de energia eléctrica e em 4 Milhões de euros não conseguistes acomodar 10 mil contos para levar a energia ao Monte Verde, ponto centro da comunicação marítima no norte deste arquipélago? Se não é incompetência, é burrice ao quadrado! Provado ou não que desde 2010 até Julho – Agosto de 2012 por tua (ir)responsabilidade ficaram simplesmente amarrados no cais da Marina do Mindelo 2 “Navios Patrulha”, “inafundáveis”, comprados por 1 Milhão de euros cada (total 220.000 contos), até serem desvalorizados hoje, a menos de 50%, sem nunca terem percorrido 1 milha numa operação de busca e salvamento no Mar? Provado ou não que a tua teimosia, de estorvar a sua entrega a Guarda Costeira, levou a uma perda patrimonial do Estado de pelo menos 50% do custo desses meios navais, ou seja de 110.000 contos? Sem falar da sua falta fatal no fatídico acidente marítimo que afundou o Navio a Motor VICENTE no dia 8 de Janeiro de 2015, levando para a eternidade a vida de 15 pessoas humanas.

  4. Oficial MM Inspetor

    Caro Carlos GomaFlopes, João LP e companhia, só três. 1) Para quem, além de ir “inspeccionar” na CROÁCIA, à custa do armador (all txatxoca inclusive), ter à revelia do Presidente da IMP, inspeccionado com ligeireza e num prazo de 3 meses, “vistoriado”, emitido, assinado, mandado taxar além de haver muitas suspeitas de “cobrar trabalhinho extraordinário” (os famosos “vitins”, ou “dinheiro de iogurte”, “estímulo financeiro”, na verdade extorquido dinheiro) em mais de 15 Renovações do Certificado de Navegabilidade do Navio “VICENTE”, durante os dois anos que antecederam o seu afundamento (cada renovaçao custou 1 vida seu bandido!), por falha humana de manobras e estado do tempo, sim senhor, mas com os tanques de lastro furados que nem saranda e as máquinas principais e auxiliares a parar constantemente durante as viagens inter-ilhas? 2) Quem foi o famoso director de inspecção e registo de navios da Marinha e Portos durante mais de 1 década, que registou e certificou para navegar todo o conjunto de 8 Navios-Sucatas que acabaram por naufragar nos mares de Cabo Verde, incluindo o “Pentalina Bê”? 3) Quem andou todo esse tempo a vender por vinte contos certificados a socapa, à navios da marinha mercante, como se de um mercado negro se tratasse?
    E há mais irregularidades e cumplicidades propositadas, permitidas e não sancionadas pelo Zoffão, como manda a Lei (por medo de ser posto à parede!), de conhecimento geral dos corredores do AMP, e não só! Felizmente, o Governo fez a sua avaliação e seu tempo terminou a década e tal de desmando no IMP e a nova Administração começou a por a ordem na casa, que continua. Agora os contragolpes vêm sempre. É assim meus senhores, façam a vossa autojustiça, acusações e julgamentos, profiram a sentença, mas tenham complacência desse homem honesto, por vezes difícil de relacionar, mas justo e correcto naquilo que faz. Se foi ludibriado por uma tesoureira? Sim foi! Foi só ele? Não! Parece ter havido um punhado de pessoas que foi ludibriado, por uma autêntica orquestração que indicia crime, por pessoa experimentada mas não conhecida nessas lides, com trabalho bem planeado, como penso vir a saber, depois das averiguações. Está o pessoal da Contabilidade que tinha que fazer o seu controlo diário, Secretári(o)a a verificar os documentos que entram para a administração e as pessoas autorizadas que assinaram os famosos cheques que tinham omisso, de proposito, pela Tesoureira, a inscrição no verso do número da conta do Tesouro do Estado (é o que se lê dos vários artigos publicados neste on-line). Mas esses cheques eram para ser levantados pela Tesoureira ou para depositar? Se os que levantou, será que o fez por ordem de alguém ou por iniciativa própria? Quais eram as instruções de serviço que tinhas? Estes cheques vinham acompanhadas de finalidade e justificativos ou não? Perguntas a ter resposta em inquérito! Foram tomadas medidas? que eu saiba sim! Suspensão da tesoureira e substituição. Novas orientações aos serviços e aos utentes. Processo disciplinar. E notificação do Ministério Público. O que queres mais?

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