Morte de Tiago: Suspeito confessa ter atingido a vítima porque estava com medo

15/12/2015 07:10 - Modificado em 15/12/2015 07:10
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tribunalO Tribunal da Comarca de São Vicente deu início, esta segunda-feira, 14, à sessão do julgamento do adolescente de 17 anos suspeito de ter morto à facada em Junho deste ano, o jovem Tiago Almeida. O arguido que está a ser acusado de crimes de homicídio simples, motim e posse de arma, assumiu ter sido ele quem desferiu a facada no pescoço da vítima e que tudo terá sido movido pela força do medo, pois Tiago aparentava ser mais forte.

O Juiz do 1º Juízo Crime de São Vicente deu início, na manhã desta segunda-feira, ao julgamento dos três arguidos envolvidos na morte do jovem Tiago Almeida, morto à facada em Junho de 2015. O suposto autor do crime encontra-se em prisão preventiva desde a data dos factos enquanto que os outros dois aguardavam julgamento em liberdade sob Termo de Identidade e Residência.

O suspeito, agora com 17 anos, foi esta segunda-feira presente ao Juiz, onde assumiu a autoria do crime. O arguido confessou que na sequência da discussão, foi várias vezes empurrado pela vítima que lhe batia com as mãos no peito. Movido pelo medo, retirou a faca do bolso e desferiu um golpe contra o pescoço de Tiago Almeida de 18 anos.

O arguido que se mostrou arrependido, afirmou que tencionava agredir a vítima no braço e que ainda após a agressão, não sabia se a faca tinha atingido o pescoço de Tiago. Os arguidos contam que no momento em que o grupo da vítima passava, falavam acerca de um outro grupo que os tinha apedrejado na tarde do mesmo dia.

Um dos elementos terá proferido a expressão “arrelomp” utilizada para anunciar assalto. De acordo com os arguidos, o grupo julgou que teria sido uma provocação o que terá originado a discussão que acabou em tragédia. Os dois grupos entraram em conflito e discutiram e agrediram-se mutuamente com pedras e garrafas.

Os arguidos alegam que um dos elementos do grupo terá sido agredido pela vítima que apertou o pescoço do Júnior após tê-lo agredido com socos no rosto, motivo que terá aquecido ainda mais o clima que já estava quente.

Os três arguidos apresentaram diferentes versões que levaram à contradição dos factos. Enquanto que um dos elementos alega terem sido garrafas de plástico contendo bebidas alcoólicas, outro afirma terem sido garrafas de vidro. Uma outra versão apresentada é que o autor da agressão alegou que vendia peixe e que a faca que trazia no dia do homicídio era um instrumento utilizado para tratar peixe e, porque nesse dia não tinha ido a casa, colocou a faca no bolso.

No entanto, um dos arguidos apresentou factos diferentes afirmando que apesar de ser amigo do agressor não sabia que o mesmo vendia peixe e acrescenta que nesse mesmo dia, estiveram juntos desde as 8 horas da manhã até ao momento do conflito. Existem ainda contradições em relação às declarações das testemunhas.

Após mais de quatro horas de audiência, a sessão foi suspensa e terá continuidade no próximo dia 23 de Dezembro.

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