Desfalque na CECV: Betty alega inocência e acusa o PCA de comprar por 300 contos um carro que vale 6 mil 

14/12/2015 08:12 - Modificado em 14/12/2015 08:12

 

preso4Herberto Rodrigues, ex-subgerente da Agência da Caixa Económica do Mindelo, em prisão preventiva acusado de burla e abuso de confiança, numa carta publicada na última edição do jornal ASemana alega inocência e lança a porcaria no ventilador que vai atingir colegas  e , principalmente, as chefias da Caixa Económica de Cabo Verde.

A começar pelo Presidente do Conselho de Administração, Emanuel Miranda   à quem pede que se demita junto com o resto da Comissão Executiva que dirige a Caixa. Isto, porque no seu entender são os responsáveis “ em toda a linha pelo falhanço dos sistemas de segurança e controlo da Caixa “. Pois, no entender de Betty o desaparecimento dos cerca de 30 mil contos do cofre foi “ gerado por fragilidades no sistema segurança devido ao incumprimento de recomendações apontadas em sucessivos relatórios de auditoria interna do ano 2000 até agora”. Para sustentar a sua inocência revela dados de um relatório conclusivo de acusação emitido pelo instrutor da Caixa que recomenda despedimento por justa causa, mas que salienta “ o instrutor não tenta culpabilizar o arguido por furto. Longe disso! O que está a provar é que o arguido não agiu com a diligência e o zelo que se espera de um subgerente/CaixaPrincipal. Que ele foi, no mínimo, muito negligente”. Mais adiante cita outra parte do relatório onde diz que consta que a culpa “ poderá ser assacada tanto ao gerente como ao subgerente devido à manifesta falta de cuidado no acesso aos locais de valores, não obstante as fragilidades de conhecimento de todos “, Por estes factos estranha porque apenas ele foi indiciado e despedido por justa causa “ quando as recomendações do Gabinete de Auditoria Interna apontam a linha hierárquica acima como parte integrante dessas responsabilidades “ fundamentalmente os Órgãos de Gestão que não conseguiram resolver as questões que se vêm repetindo desde o ano 2000.

Desfalques em segredo

Herberto considera que houve um tratamento diferenciado em relação a casos verificados na CECV na Praia, onde, segundo ele, esses casos são mantido em segredo e nas outras ilhas “ são instaurados processos e despedimentos”. Releva que no novo edifício da CECV na Praia “sumiram ao tesoureiro dois mil contos “.Mas que este, apenas foi transferido para outro departamento. Revela que na sede da empresa despareceu uma mala com cinco mil contos em euros e o tesoureiro apenas foi transferido para a função de “caixa”, mas com o salário de tesoureiro. E continua a porcaria no ventilador, agora em direcção ao PCA que é acusado de comprar por 300 contos um carro que vale 6 mil. Também afirma que foram compradas dezenas de carros Toyota, mas que são usados mais para expediente pessoal do que para missões de serviço.

Betty termina a sua missiva ao semanário do Palmarejo alegando a sua inocência e denunciando que está a ser perseguido.

  1. Tavares

    Administração pública na Cabo Verde sta um sabura para alguns….dinheiro ta desaparece e ca ta sabedo quenha qui ROUBA…brincadeira pa nos qui é Zé Povinho…Uma brincadeira…apenas acho isso….brincadeira….

  2. roxana

    Tem q investigar TODAS estas DENUNCIAS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!,mesmo q tenha saido dele em condiçao de argulido . ,muito dinheo esta a sair das instituiçoes com disfraz de ALUGUER de Imovel DOAÇOA , compra de carros instituc ,e e’ DESVIO de VERBAS !!!!!!!!! Onde esta o PGR ?

  3. Ups

    Uaba, jam sabia que tava sei bomba! Isso vai dar que falar

  4. Finalmente alguém da Caixa Economica que se chama Bety deu com a língua nos dentes. Os roubos e os furtos nos bancos em Cabo Verde são coisa corriqueira e mensal. Raro é uma agência dos bancos onde os funcionários não roubam 1000 contos, 2000 contos, 3000 contos e eles da direção cobrem e deixam prá lá. E porquê? Porque lá em cima na Administração está montado um esquema legitimado de corrupção por via de subsídios, abonos para falhas, isenção de horário, rendas de casa, compra de viaturas de luxo por 10% do seu valor real, etc, etc. Se o banco fosse privado tudo bem. Mas como esses pseudo bancos privados pertencem também aos criolos porque são constituídos na sua metade acionista por empresas ou serviço públicos do Estado, como os Correios, INPS, Tesouro do Estado, Fundos de Garantia, Promotora, precisamos controlar os mesmos para que não aconteça em Cabo Verde o que aconteceu com BES de Portugal.

  5. luluxa

    Na CV Telecom a venda de carros da empresa aos big boss é bem pior e vergonhoso.
    O Dr Paulino Dias quando saiu da Caixa Económica adquiriu o jeep Toyota V8 por 400 contos, que valia mais de 6mil contos.

  6. Bisnize

    Normalmente, as instituições e grandes empresas tentam sempre abafar os escândalos, sobretudo quando estes expõem de alguma forma a sua fragilidade (falta de segurança, corrupção, negligência, ineficiência, falta de ética, crime, etc.). Em Cabo Verde não é diferente, e maior parte das empresas e instituições o fazem, tanto mais quando acontece com gente supostamente de boa família ou muito bem relacionada. Quanto aos esquemas, estes existem legalmente, sendo esta prática da aquisição das viaturas de serviço por um valor muito abaixo do seu atual valor comercial (normalmente, abaixo de 10%) uma das mais utilizadas. Se for uma empresa privada, podem até o oferecer a quem o quiserem, mas havendo participação do estado na empresa, impõe-se transparência e igualdade de oportunidades.

  7. Burlado tb

    Li na Caixa economica na ilha do sal sta contice o mesmo ou alias mais pior dja tem 2 ano ki casu sta na pj ate inda nda ess ca fla ….um individuo junto cu Directora na faze ses cusas ess burla um monte alguem……..ma tudo sta em segredo

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