Berlim agradece apoio da comunidade aos refugiados com cultura gratuita

11/12/2015 09:09 - Modificado em 11/12/2015 09:09
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BerlimDesde o início do ano, a Alemanha recebeu já um milhão de refugiados no país. Cerca de 70 mil chegaram a Berlim, onde o trabalho voluntário se tornou essencial no apoio aos migrantes.

Para agradecer a hospitalidade dos berlinenses aos milhares de refugiados que continuam a chegar à capital alemã, Berlim vai oferecer um dia de cultura grátis. A 31 de Janeiro, museus, jardins zoológicos, óperas, teatros e cinemas abrem ao público a custo zero.

“De braços abertos e com uma energia infinita, os berlinenses e as berlinesas acolheram milhares de refugiados em Berlim” sublinha a Câmara Municipal, num comunicado divulgado esta quinta-feira. “Sem o apoio incondicional de milhares de berlinenses que doaram roupas, medicamentos, brinquedos e alimentos (…) Berlim não conseguiria ultrapassar esta situação”, adianta o documento.

A lista de lugares gratuitos serão publicados online no site “Berlim diz Obrigado” (berlin-sagt-danke.de), dedicado à campanha. A iniciativa de agradecimento surge numa altura em que as autoridades da capital têm sido alvo de críticas pela forma caótica com que recebem os emigrantes.

O trabalho de organizações humanitárias e de voluntários tornou-se vital na resposta ao fluxo de migrantes, que, de acordo coma AFP, são recebidos em centros sem condições sanitárias ou assistência médica.

Franz Allert demitiu-se esta quarta-feira do cargo de Director da Secretaria de Estado dos Assuntos Sociais, responsável pelo registo de migrantes e pelo processamento dos pedidos de asilo, depois de ser acusado pelo presidente da câmara, Michael Muller, de não cumprir com o seu dever.

Cerca de 4,500 migrantes foram alojados em hangares do antigo aeroporto de Tempelhof, onde tendas improvisadas servem de dormitórios para os que aguardam pelo registo oficial, que pode demorar cerca de duas semanas. Numa carta aberta, a deputada e vice-presidente do Bundestag, Verts Claudia Roth, descreveu a situação como “deplorável, indigna de uma sociedade democrática e de um Estado de Direito”.

De acordo com os números divulgados esta quarta-feira, a Alemanha já atingiu o milhão de refugiados que a chanceler alemã Angela Merkel se dispôs a receber. Estima-se que muitos dos migrantes não estejam ainda registados, e que o número real ultrapasse já aquela que seria a quota da Alemanha no sistema de distribuição de refugiados na Europa defendido por Merkel.

“A melhor maneira de responder aos terroristas é continuar a viver a vida com os valores que tivemos até agora – confiantes, livres e solidários” afirmou Merkel no discurso ao Bundestag há duas semanas. “Fechar as portas não é a solução”.

Apesar de a sua posição ter sido posta em causa tanto por líderes europeus, como por membros do seu próprio partido, a chanceler mantém a política de portas abertas, que lhe valeu esta terça-feira o título de personalidade do anoda revista Time.

 

público.pt

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