Cidade Desportiva: “Governo deve ponderar e investir equitativamente em todas as ilhas ”

11/12/2015 08:01 - Modificado em 14/12/2015 09:26

cidadedesportivaA apresentação da futura Cidade Desportiva em Cabo Verde fez eco no seio dos desportistas, árbitros, treinadores e amantes do desporto no Mindelo. Os entrevistados concordam com o investimento na aérea do desporto, mas discordam com a centralização na cidade da Praia, uma vez que existem outras ilhas com falta de investimentos básicos e também com potencialidades humanas. Há que frisar que a questão do projecto da Cidade Desportiva não se refere à “eterna” rivalidade entre Mindelo e Santiago, porque os entrevistados apelam por uma distribuição do investimento no desporto em todas as ilhas.

Francisco Santos, ex-jogador de basquetebol, diz que “não podemos gastar 100 milhões de euros numa única Cidade Desportiva para depois nem ter atletas para a sua utilização. Podíamos sim, fazer um plano de infra-estruturação desportiva tendo em conta todas as ilhas e, assim, distribuir esse montante previsto de forma equitativa de acordo com o plano. Cada ilha teria direito a uma infra-estrutura digna que serviria para o desenvolvimento do desporto cabo-verdiano no geral, fomentando a prática de outras modalidades que não são praticadas em vários pontos do País. “Existem ilhas como São Nicolau onde não se realizam campeonatos das modalidades de salão (basquetebol, voleibol e andebol), porque não há um polidesportivo coberto, assim como Santo Antão que não tem pavilhão fechado. Também São Vicente, que é a segunda ilha em termos populacionais de praticantes de desporto e é sempre campeã de nacionais nalgumas modalidades, carece de um pavilhão multi-desportivo para receber jogos internacionais como o Pavilhão Vavá Duarte na Praia. O nosso estádio da Fontinha não tem condições para receber jogos da selecção de Cabo Verde” diz Carlos Silva, professor de voleibol e ex-praticante desta modalidade.

Paulo Martinho, árbitro internacional do basquetebol, defende que o desenvolvimento do Desporto em Cabo Verde não deve ser feito com base na centralidade, visto que “a descontinuidade territorial nacional traz imensos problemas. Por isso, é preciso ponderar na realização e execução de um projecto de tamanha envergadura se queremos envolver todos na construção do Desporto Cabo-verdiano, porque a elaboração da Cidade Desportiva poderá gerar descontentamentos originados pelas assimetrias regionais que poderão conduzir a uma nova separação de uma vontade desportiva conjunta nacional que já se conseguiu com a participação da selecção nacional de futebol a partir do CAN da África do Sul”.

  1. Manuel M. Fernandes

    Dentro de 100 dias, com a marcação das eleições legislativas pelo sr. PR, o Sr. JMN deixará de ser 1.º Ministro. Nesse quadro não deixa de ser esquisito este pronunciamento, como também àquele que fez ontem, segundo a qual estará a procura de meios para construir mais 5 barragens. De tanto prometer, se calhar o
    nosso 1.º Ministro já diz essas coisas sem ter presente as consequências. Perante isso é normal que um sujeito como eu, pergunte: Mas o sr. JMN já não é o passado? Ou será isso um disturbio de quem se viu durante 15 anos com uma maioria absoluta a ponto de fazer de todos uns tolos que tanto se lhe dava na gama e prometia num dia uma cidade Administrativa, no dia seguinte o 13.º mês, ao terceiro dia entrada na Europa sem vistos para os Caboverdianos ou, ainda, Porto de Aguas Profundas para
    S. Vicente? Que Deus dê saude e mais relax para o nosso prezado 1.º Ministro que, até nas vesperas de abandonar o Governo e para vincar o ódio a SV, faz uma Lei desanexando ilheu Raso e Sta. Luzia de S. Vicente, entregando-as a S. Nicolau.

  2. Carlos Silva - Ralão

    Este valor poderia ser distribuído por todas as ilhas de acordo com as necessidades de cada um, por exemplo: um pavilhão coberto para Rª Grande e outro para Porto Novo – S. Antão, outro pavilhão para S. Nicolau, Brava e Maio, instalação de iluminação nos diversos campos relvados de S. Vicente, S. Antão, S. Nicolau, Brava e Maio, colocação de pisos certificados nos pavilhões cobertos já existentes, financiar projetos de formação e escolinhas de iniciação das diversas modalidades a médio e longo prazo, etc…, etc…PESSOAL ESTAMOS A FALAR DE 100 MILHOES DE EUROS QUE SERÃO PAGOS PELOS CONTRIBUINTES, UM DIA COM CERTEZA….

  3. Carlos Silva - Ralão

    já está na hora do Governo atual ou dos Governos vindouros começarem a pensar Cabo Verde como um todo e não pensar a Cidade da Praia como um país e as outras ilhas como zonas periféricas deste mesmo país. Não faz sentido nenhum pegar todo este valor e investir numa única cidade, quanto temos ilhas que ainda não têm um pavilhão coberto para o desenvolvimento dos desportos de salão e com dezenas de campos relvados construídos pelo país sem iluminação!!!!!

  4. tissiano Rocha

    palhaçada Tude cosa é só na Praia e quês outros ilha nada…um ta pergunta porque…. estádio nacional, praia word center, é tud formação é na praia,etc etc tud dinher é pa investi na praia, mas porque…já nó tabom fca calote…nó tem faze barulho

  5. Dory

    “…ponderar e investir equitativamente em todas as ilhas”???…kkkk, isso só será possível no dia em que não houver mais nenhum espacinho para colocar um alfinete na ” REPÚBLICA DE SANTIAGO”.

  6. Dory

    “…ponderar e investir equitativamente em todas as ilhas”???…kkkk, isso só será possível no dia em que não houver mais nenhum espacinho para colocar um alfinete na ” REPÚBLICA DE SANTIAGO”.

  7. Carlos Fonseca Silva

    Cidade Desportiva? Custo 12 Milhões de contos!!!!!! Um psiquiatra urgente p Gestor de Impossibilidades.Senão antes de terminá esse mandato te internal num Manicómio.

  8. Silvério Marques

    Ainda não viram que é campanha eleitoral. Em 2010 foi o lançamento da cidade administrativa e do décimo terceiro mês e outras promessas. Agora é a cidade desportiva. Onde é que há dinheiro ?

  9. Nelson Faria

    DESCENTRALIZAÇÃO / REGIONALIZAÇÃO = CENTRALIZAÇÃO

    Há dias ouvi uma intervenção que dizia o que penso sobre a cidadania em Cabo Verde, no que as opções/possibilidades de vida de cada um diz respeito quanto a localização geográfica no arquipélago: Existem os cidadão da Praia e os restantes dos outros concelhos (mesmo na ilha de Santiago).

    Cidadão da Praia = os que nasceram, vivem e se disponibilizam, a tempo inteiro, a viver na capital. Legítimo, correto e escolha, se de vontade própria, deve ser respeitada porque é salutar que cada cidadão direcione a sua vida conforme projeto e aspirações pessoais e profissionais. A estes cidadãos as oportunidades são reais, as aspirações profissionais podem ser realizáveis, embora sei que grande parte dos que não são naturais da capital apenas são cidadãos da Praia por “imposição” do modelo de desenvolvimento do país (Praia)? Cidadãos de primeira.

    Cidadão das ilhas: o resto… Vida e oportunidades possíveis. Cidadãos de segunda.

    Nada tenho contra o tratamento especial da Capital do país por representar o país como um todo, em várias valências, sobretudo no que ao Estado diz respeito, por isso, totalmente favorável a centralização de alguns serviços, algumas instituições e algumas oportunidades para quem considere que pode e deve seguir esta via… aliás acontece em todo o mundo, portanto com total naturalidade a aceitação de algumas opções… o que já não é compreensível é o centralismo autoritário de tudo, perdendo as ilhas as suas oportunidades naturais, as suas competências, a sua autonomia, a sua capacidade criativa e de desenvolvimento, a sua gente, a sua capacidade de criar mercado interno para desenvolvimento de economia local e regional… Mesmo as instituições não podem ser centralizadas da forma como têm sido, salvo raras excepções… isto tudo além de deturpar princípio de tratamento igual aos cidadãos do pais, consagrado na Constituição, tem feito com que a migração interna estrangule as possibilidades de desenvolvimento das demais ilhas… Espero que um dia haja a sensatez de ver o óbvio: esta não é a melhor via para a equidade, justiça social, equilíbrio e organização de um país arquipelágico considerando as potencialidades, particularidades, competências e possibilidades de desenvolvimento das ilhas /regiões.

    Aceito contraditório apenas não aceito a retórica de que só assim é possível… Opções e possibilidades são várias desde que a mente esteja aberta e não… centralizada.

    O grande Corsino Fortes, cidadão de Cabo Verde e do mundo, já dizia, mais ou menos o seguinte “ca tenta junta is ilha num só, ca straga nhe Cao Verde, Tcha cada um c’se magia e se singularidade… dia c’no tenta juna is ilha nha Cab Verde ta caba…” Ele há de me perdoar se não transcrevi na integra o que el quis dizer, mas não tenho dúvidas que ele, enquanto cidadão especial do país e do mundo, queria o desenvolvimento equilibrado, justo e igual do país e dos seus cidadãos.

  10. Eduardo Oliveira

    José Maria Neves quer ficar na Histôria de Cabo Verde como um Juscelino Kubitchec que fez Brasilia com o ouro de Minas Gerais mas ficarà como um Ceausecu de segunda ou mesmo de terceira categoria.
    Com os gastos deste empreendimento, as outras ilhas também beneficiariam mas o melgalômano so quer a Praia, capital da sua Repùblica de Santiago.
    Bokassa, Idi Amin Dada, Mobuto, Kaddafi e Ben Ali foram todos apanhados.

  11. Francisco andrade

    Regionalização ” Desportiva” já..Já Já

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