São Nicolau: Cidadãos chegam a esperar meses por um passaporte

11/12/2015 07:49 - Modificado em 11/12/2015 07:49
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passaporte cvO problema na emissão de passaportes aflige o País inteiro mas, nalgumas ilhas, a situação é ainda mais complicada. Em São Nicolau, a população mostra-se inquieta com o problema que se arrasta há já alguns anos.

A emissão de passaportes continua a ser uma dor de cabeça para a população da ilha de São Nicolau e um pouco por todo o país. Obter um passaporte tem sido um grande problema para os residentes desta ilha que dizem terem de aguardar meses para terem em mãos os seus passaportes.

O problema arrasta-se há já alguns anos e a população mostra-se descontente. Numa nota enviada ao NN, os lesados dizem estar a aguardar pelo documento há vários meses.

Ronise Soares diz estar aflita porque a mãe está doente e terá de sair do país para tratamento. Contudo, há dois meses que aguarda pela emissão do referido documento e sempre que procura saber do passaporte a resposta que recebe é que ainda não se encontra disponível.

Para a entrevistada, “os custos do passaporte são elevados para quem não dispõe de recursos e trata-se de um serviço que traz muitas dores de cabeça aos cidadãos”. A demora na emissão dos passaportes tem deixado os interessados com os nervos à flor da pele.

Uma outra entrevistada que é emigrante, avança indignada que “não é possível que um País considerado de desenvolvimento médio tenha problemas relacionados com documentos, nomeadamente com passaportes que, em certa medida, têm a ver com o turismo e a entrada de receitas para o País”. A entrevistada terá de viajar ainda em Janeiro, mas o seu passaporte não se encontra disponível e diz não saber até quando essa situação irá durar.

A morosidade na emissão do documento está a prejudicar todos os cidadãos cabo-verdianos, pois a situação repete-se um pouco por todo o País. Os interessados têm de aguardar cerca de quarenta e cinco dias para verem os seus pedidos satisfeitos e há quem diga que já esperou muito mais tempo.

O Governo tem consciência do problema e, em Novembro passado, pediu uma maior aceleração no processo de emissão, nomeadamente dos provenientes da diáspora. Esforços estão a ser feitos para que esses documentos sejam despachados no máximo em três dias.

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