Dia da Rádio para recordar a tomada da Rádio Barlavento

10/12/2015 07:46 - Modificado em 10/12/2015 07:46

Dia Nacional RadioAs actividades de comemorações do Dia Nacional da Rádio tiveram início com o acto simbólico de descerramento de uma placa comemorativa pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Démis Almeida, seguido de discursos oficiais de Démis Almeida, do Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves e de Luís Fonseca, em representação do grupo que protagonizou a tomada da Rádio Barlavento a 09 de Dezembro de 1974.

Luís Fonseca realça a importância de se ter dedicado este dia à rádio na República de Cabo Verde. Para o representante dos protagonistas da tomada da Rádio Barlavento, esta “foi uma decisão apropriada porque, de alguma maneira, justifica o acto acontecido em 1974, que tratou de devolver a voz à população”.

“Foi uma ocupação popular que ocorreu num contexto muito especial, acto que teve uma importância extraordinária. Foi um teste para demonstrar a força e a mensagem que a população de São Vicente estava preparada para enfrentar quaisquer dificuldades que pudessem surgir”.

E a mensagem foi entregue, afirma com orgulho um dos homens que “comandou” a revolução popular. E garante ainda que “tudo isso fica consagrado como um dos momentos da luta popular pacífica que o povo de São Vicente empreendeu e deu um contributo significativo para a luta da independência”.

Para Augusto Neves, o facto das celebrações do Dia Nacional da Rádio serem comemoradas nas instalações da antiga sede da Rádio Barlavento é muito importante e o acto em si tem um grande significado para a ilha. Neves reafirma a importância do local e afirma que “é um espaço que representa a ilha e a cultura sãovicentina, sendo actualmente o Centro de Artesanato”.

Seguindo a mesma linha de discurso, o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Démis Almeida relembrou a importância da data e o seu contributo para o desenvolvimento da radiodifusão em Cabo Verde. “Foi uma forma de afirmar as liberdades de expressão, de imprensa e de fazer jornalismo em Cabo Verde”.

Tendo em consideração “os valores, os princípios de liberdade, de expressão, editorial, de imprensa, determinou-se a escolha da data”, esclarece Démis Lobo Almeida, que garante que o factor ideologia em nada contribuiu para a escolha da data.

Démis Lobo afirma que a partir de agora pretende-se criar o ensejo para que sejam estruturados, todos os anos, nesta data, debates sobre o percurso da rádio, a sua transição entre as épocas e o que podemos esperar dela.

Durante a tarde, a Rádio de Cabo Verde (RCV), a Rádio Morabeza (RM) e a Rádio Nova (RN) produziram conjuntamente, na passada quarta-feira, uma emissão em directo a partir do Centro de Artesanato.

  1. Eduardo Oliveira

    Isto foi um assalto ilegal a um organismo privado.
    Deviam ter, antes, vergonha da cobardia havida.

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