Naufrágio no Egeu mata seis crianças

9/12/2015 09:05 - Modificado em 9/12/2015 09:05
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Publico.ptUma em cada quatro pessoas que morrem a tentar chegar à Europa é uma criança. Na segunda-feira foi encontrado numa praia turca o corpo de uma menina de cinco anos.

Cinco crianças e um bebé morreram afogados no naufrágio de um barco insuflável ao largo da Turquia, que tentava chegar à ilha grega de Chios na noite de segunda para esta terça-feira.A guarda costeira turca conseguiu resgatar oito pessoas com vida. São todos de nacionalidade afegã, de onde vem um quinto das mais de 910 mil pessoasque chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em 2015.

As autoridades receberam o alerta do naufrágio nas primeiras horas desta terça-feira. O incidente aconteceu pouco depois de a embarcação ter partido de Cesme, a menos de dez quilómetros de Chios e um ponto popular de passagem para a Europa.

Foi também numa praia de Cesme que na segunda-feira se encontrou o corpo de uma rapariga de cinco anos. As autoridades acreditam que Sajida Ali – o nome da rapariga, segundo a agência turca Dogan, que não diz a sua nacionalidade – tentava chegar à Grécia. A descoberta do seu corpo traz memórias da célebre morte de Aylan Kurdi, o rapaz sírio de três anos fotografado já sem vida numa praia turca.

As notícias não são surpreendentes. De acordo com a agência dos refugiados das Nações Unidas (ACNUR), uma em cada quatro mortes no Mediterrâneo em 2015 é de uma criança. A agência regista 3560 mortes e desaparecimentosdesde o início do ano.

No final de Novembro, Turquia e União Europeia chegaram a acordo para travar o fluxo de chegadas de refugiados e migrantes à Europa. Bruxelas comprometeu-se a transferir 3000 milhões de euros para abater parte das despesas que Ancara tem com os campos onde vive uma minoria dos dois milhões de refugiados sírios no país, facilitar a viagem de cidadãos turcos para a Europa e acelerar o seu processo de adesão à União Europeia.

Em troco, a Turquia deveria reforçar o controlo das suas fronteiras terrestres e marítimas – tema em que é criticada pela apatia das suas autoridades. Um dia depois do acordo, a polícia fez uma das maiores operações de captura de refugiados e migrantes dos últimos meses.

público.pt

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