Consumidores dizem que não sentem os efeitos  da baixa  dos combustíveis

9/12/2015 08:11 - Modificado em 9/12/2015 08:11
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combustivel baratoOs preços dos combustíveis foram revistos pela Agência de Regulação Económica (ARE) e registaram uma ligeira baixa com excepção do gás butano que sofreu um aumento de cerca de 6%. Porém, alguns cidadãos questionam qual é o impacte dessa baixa e gostariam que houvesse outras diminuições do custo dos serviços que dependem dos combustíveis, nomeadamente, a electricidade e os transportes públicos.

Os novos preços estão em vigor desde o dia 8 de Dezembro até ao dia 07 de Fevereiro de 2016. Nesta nova tabela, desperta a atenção o preço do gasóleo para electricidade que sofre uma redução de 2,42% passando a 72,50 escudos/litro (menos 01,80 escudos). Assim sendo, alguns questionam “para quando a redução do preço da energia ? Ou o combustível da Electra não sofre redução no preço?”. São algumas dúvidas  de cidadãos que gostariam de ver os efeitos práticos da descida dos combustíveis nas finanças da família.

Ainda sobre a descida dos preços, também um comentarista num jornal relembra que o preço dos bilhetes dos autocarros aumentou devido à correlação directa daquele produto com o serviço de transporte, pelo que pergunta “ainda não está na hora de mexer no preço dos transportes? Autocarro de 43$ não devia, por exemplo, baixar para 40$?”. Também “gostaria de saber qual é o efeito prático disso. No dia em que o combustível aumenta de 1 tostão, aparecem logo os proprietários dos transportes a exigirem um aumento dos bilhetes”. São algumas inquietudes da população visto que nos seus bolsos não sentem efeitos directos da descida do preço dos combustíveis.
De acordo com a Inforpress, o gás butano sofreu um aumento de 5,57 por cento (%), em relação ao preço anterior, pelo que passa a ser vendido, a granel, a 125,00 escudos/kg (mais 06,60 escudos), e a garrafa de 12,5 quilos passa a ser vendida a 1.563 escudos (mais 83 escudos em relação ao preço anterior), isto para o desagrado de muitos que consideram uma mexida nas contas da família. Lina considera que “é o gás dos pobres que sobe, se relembrarmos que estamos num país com um salário mínimo miserável e que muitos vivem com menos de 8 contos  por mês, a subida é prejudicial para o Zé-povinho, ou seja, para os menos favorecidos.”
Todavia, não se pode agradar a todos e alguns motoristas entrevistados dizem que é melhor do que nada. Alguns esboçam um sorriso, mas enfatizam que também não é uma baixa tão significativa para darem pulos de alegria.

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