SINDETAP ” a requisição foi um malabarismo  para evitar a greve “

8/12/2015 08:05 - Modificado em 8/12/2015 08:05

greveO  Sindicato Nacional Democrático dos Trabalhadores da Administração Pública (SINDETAP) vai apresentar queixa contra o governo na Organização Internacional do Trabalho (OIT) por considerar “abusiva e excessiva” a requisição civil para garantir serviços mínimos durante a greve dos funcionários das alfândegas que se iniciou ontem.

O uso da requisição civil por parte do governo tem sido considerado pelos sindicatos como uma forma de cercear o direito a greve . E dizem que o governo ” recorre a esse instrumento de forma abusiva em quase todas as greves”. A queixa a OIT é apenas mais um pingo de água num copo que há muito transbordou . Tanto que  no passado mês de Março  , o Governo, sindicatos e patronato anunciaram a criação de uma Comissão Independente para analisar a questão da requisição civil e a determinação dos serviços mínimos aos trabalhadores que fazem greve no país .
Mas as diferentes interpretações prosseguem agora na greve dos funcionários da Alfândega .  O governo decretou a requisição civil  alegando garantir serviços mínimos que atenuem os transtornos no atendimento numa altura tradicionalmente com mais movimento.Em declarações à agência Lusa, o presidente do SINDETAP, Domingos Barbosa, disse que a requisição civil foi um “malabarismo” do Ministério das Finanças para evitar a greve.Domingos Barbosa salientou que não é contra os serviços mínimos, mas avançou que há casos em que mais de 50 por cento dos funcionários foram requisitados a prestar serviços.

“Não somos contra os serviços mínimos, mas abusivamente não pode ser. Temos que cumprir a lei”.

  1. BADOXA

    Tem- se que garantir os serviços minimos, força Governo. Ainda por cima uma greve realizada na época festiva para prejudicar os emigrantes.Na alfandega cambadas de preguiçosos trabalham mal em tempo normal com atendimento péssimo quanto mais quando fazem greve inoportuno e indesejado.

  2. Joaquim Delgado

    Não sou e nunca fui contra a greve, mas raciocinemos meus senhores grevistas, entrar em greve numa altura em que os nossos emigrantes, com muito suor e lágrimas, conseguem enviar ao seus familiares algo para que passem um Natal e Fim de Ano “menos à rasca”, fazer com estas pessoas fiquem de mãos a abanar, não será pura maldade? Paralisar uma economia que anda pelas ruas da amargura, não será “irresponsabilidade”? Espero que não façam como da outra greve (coincidência das coincidências, aconteceu na mesma época do ano), para aproveitarem a greve, para efetuarem as vossas compras de Natal e Fim de Ano, enquanto o “ZÉ do POVINHO” espera que ponham uma mão na consciência e TRABALHEM…

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