Trabalhadores das alfândegas acusam a ministra das finanças de falta de diálogo

7/12/2015 14:07 - Modificado em 7/12/2015 14:07

greveOs trabalhadores das alfândegas iniciaram hoje, segunda-feira, uma greve de cinco dias. Na manhã de hoje os trabalhadores estivaram na porta da Alfândega do Mindelo  reivindicando por “melhores condições de trabalho, uma melhor carreira e um melhor salario”, como sublinha Eduardo Fortes, do SINTAP, filial sindical que apoia a causa destes trabalhadores.

Humberto Mota, líder sindical, sublinha que “não restou uma outra forma de luta”. E diz que  há mais de dois anos que a situação vem se arrastando. “ E chamamos a atenção porque não estamos reivindicar simplesmente o salário, e a consequência de uma carreira. Temos sido prejudicados com a retirada do Estatuto, por parte da Ministra das Finanças, sem ouvir  opinião dos trabalhadores”.

E a retirada do Estatuto tem sido o centro da contestação por parte destes trabalhadores. “Em vez de estarmos a preparar para receber um estatuto, recebemos a notícia do recuo e da retirada deste mesmo estatuto. E perguntamos como é possível. E pedimos a intervenção da ministra da área do trabalho, que deve ter uma intervenção nesta  matéria  ”.

Os dias escolhidos

Os cinco dias de greve ficam enquadrados numa época particular, a quadra natalícia. Mas os dias escolhidos também vêm  como uma chamada da atenção dos trabalhadores das alfândegas sobre a situação vivida.

“As pessoas não têm a consciência da dimensão desta reivindicação porque a própria ministra tem como base informações de terceiros, porque nunca  se sentou na mesa para discutir com os funcionários e em  todas as greve nunca discutiu as reais reivindicações ,pois agiu  sempre através  intermediários”, como explica Humberto Mota.

E estes cinco dias de greve servem para uma chamada de atenção para as autoridades competentes tomarem uma medida.

Requisição Civil

Como tem sido noticiado o governo emitiu uma requisição civil em relação a esta greve. “A requisição civil compreende o conjunto de medidas determinadas pelo Governo necessárias para, em circunstâncias particularmente graves, se assegurar o regular funcionamento de serviços essenciais de interesse público ou de sectores vitais da economia nacional”.

Para Eduardo Fortes estão a espera de um diploma legal, “que ainda não surgiu e que faça rever posição” dos trabalhadores. E diz que foi apenas um anúncio público sem um documento legal.

Como explica também Humberto Mota, a lei diz que apode acordar serviços mínimos e que não for assegurado o governo pode decretar requisição civil. “O que já fez até agora foi decretar serviços mínimos. Mas se partir para um diploma legal temos que cumprir.

Em São Vicente, sobre a adesão, Fortes afirma que “o essencial aderiu quem não está é o pessoal contratado, e estagiário”.

  1. antonio ucid

    greve de cinco dias? nao querem é trabalhar mas sim uma semana de ferias, tomara se todos os funcionarios de cabo verde tivessem o que voces tem isso sem contar com os cuitados que nao tem um dia de trabalho, esses sindicatos sao um cangro ao desenvolvimento de cabo verde, alias vivem do parasistismo

  2. Isso é que palhaçaria nesta terra. Gente que recebe todos os meses subsídios no valor de 30 porcento, 40 porcento, 50 porcento e 60 porcento sobre os seus vencimentos mensais , que recebem ainda ajudas de custos, percentagens e emolumentos sobre os papéis que despacham no Ministério das Finanças, querem ainda mais, enquanto para os outros funcionários públicos do Estado é nada. Nem um simples aumentozinho de 5 porcento, há mais de 5 anos, desde o ano de 2010. Não sei como têm cara de pau de fazer greve. Ou será porque têm a faca e o queijo na mão e nos cofres da tesouraria do país. Em todo o país o funcinário dá o seu litro recebe e presta serviço aos contribuintes que pagam impostos e taxas ao Governo e como estes são os que guardam essas verbas, têm a ousadia de pedir mais percentagens porque já sabem quanto dinheiro anda a dar entrada nos cofres deste país, vindo das ajudas do países que nos ajudam e dos vistos dos turistas.

  3. Augusto Cabral

    Sinceramente, nesta nossa terra, há pessoas que nada fazem e depois vêm reclamar.
    Nesta foto eu vejo um funcionário da Alfândega, que se encontrava no Porto Novo como Delegado, que nada fazia senão, estar sentado nos bares na parodia. Ele está fazendo greve de quê? Alguém consegue me explicar.

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