Agência Reuters liga atentado contra o filho do PM ao narcotráfico

7/12/2015 08:19 - Modificado em 7/12/2015 08:19

narcotraficoUm artigo publicado pela Agência Reuters  liga o atentado contra o filho do primeiro-ministro e o assassinato da mãe de uma inspectora da PJ ao narcotráfico. Escreve a agência que esse crimes “visaram castigar e intimidar as autoridades nacionais pela sua determinação no combate ao narcotráfico”.

A agência faz essa afirmação sem citar fontes, nem apresentar factos que levem a essa conclusão. Assim fica-se sem saber se estamos perante  uma opinião  ou um facto comprovado. O que se sabe é que existem suspeitas, que esses dois crimes, mais a tentativa frustrada contra a mulher do ex-procurador geral, estão relacionados com o narcotráfico. Mas, o certo é que até agora não existem provas, ninguém foi detido, ninguém  foi apresentado as instâncias judiciais. O que se sabe é que alguém não identificado disparou matando a mãe  de uma investigador sênior  da PJ e que pouco tempo depois, nas mesmas circunstâncias alguém disparou contra o filho do PM  junto da sua casa no Palmarejo. E essas pessoas pura e simplesmente desapareceram sem deixar  rastos.

No resto do artigo a Reuters elogia o trabalho das autoridades cabo-verdianas no combate ao narcotráfico, citando fontes entre funcionários europeus e norte-americanos na área do combate ao tráfico internacional, que enaltecem os esforços do país, apontado como um modelo para a região. “Eles ultrapassam de longe os do continente”, disse uma dessas fontes à Reuters. Mas também escreve que apesar desse desempenho e o problema não está resolvido por causa da posição geoestratégica  do país o que torna o arquipélago apetecível para os traficantes. “Na década de 1990 Cabo Verde tornou-se um hub (corredor) para o tráfego de narcóticos de rápido crescimento, ecoando a sua importância histórica como um entreposto transatlântico” tanto para o “comércio de escravos” como para a navegação oceânica e aviação comercial. As suas costas irregulares e a zona marítima de 300.000 milhas quadradas (sic) assemelham-se a um paraíso para os contrabandistas”.

Fonte:http://www.reuters.com/article/us-capeverde-drugtrafficking-idUSKBN0TJ0YP20151130#RIjcvwxjtpIOftG8.97

  1. Eduardo Oliveira

    Isto nunca deixou dùvidas. Tanto um como outro assassinato é aviso do polvo de longos tentàculos. O problema é de saber se as autoridades judiciàrias, bem como o Governo aliàs, se sentirão enfraquecidos ou dispostos a mijar nas leis como habitualmente.
    Hà algo que deve ser tido em conta: OS INCAPAZES PPODEM SAIR

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