Regionalização: Tornar São Vicente um pólo de experiência

4/12/2015 07:52 - Modificado em 4/12/2015 07:52

A Associação Grupo de Reflexão para a Regionalização tem vindo a trazer para o debate público, há já cerca de três anos, a questão da regionalização do país. Como anuncia o seu Presidente, Camilo Abu-raya, depois de contactos nas zonas, agora partem para uma segunda fase, “onde serão colocadas para discussão as linhas de força que sustentarão a opção de regionalizar São Vicente”. Defende que São Vicente pode ser usado como pólo de experiência da regionalização.

Segundo o Presidente, o grupo conta com o apoio de dois partidos, MpD e UCID que, no caso de serem eleitos Governo, levarão a questão para a Assembleia.

Neste sábado, o grupo propõe uma reflexão sobre as linhas de força, uma na área do mar e outra na economia, no Auditório da Uni-Mindelo, e terá como palestrante Gualberto do Rosário e Manuel Vicente.

  1. AryCoimbra

    É exactamente isso que deve ser feito, trazer o tema para a comunicação social, socializar o tema e informar para poder avançar. Cabo verde precisa de ser regionalizado o quanto antes, uma vez que esta centralização está a dar cabo da nossa terra. São Vicente reclama autoridade e liberdade para decidir o seu futuro, as fim ao cabo certas ilhas nunca viram a luz da independência, as pessoas tornaram-se livres mas as suas ilhas não avançaram no sentido esperado, ao passo que outras regrediram com a independência. Cabo Verde precisa de novo fôlego, novo animo e novos desafios

  2. João Neves

    A Regionalização é uma questão que deve ser discutida com toda a população cabo-verdiana para encontrar as melhores soluções, mas não deve ser partidarizada/politizada. 25 ANOS DE DEMOCRACIA EM CABO VERDE É TEMPO PARA
    DESLIGAR AS QUESTÕES DE INTERESSE NACIONAL DAS QUESTÕES PARTIDÁRIAS/POLÍTICAS. Esta mensagem vai para os atores políticos do PAICV e MPD que aproveitam de tudo para comprar a consciência do Povo.

  3. Silverio Marques

    A regionalização é sempre uma questão política. A Ilha de Santiago é que fica a ganhar mais, já que não se vai pedir que alinhe no protecionismo a certas indústrias localizadas noutras ilhas, tais como, no sector da moagem ( A MOAVE perde o monopólio ) calçado, massas, sabão, indústria química, combustíveis, etc. Num país micro como Cabo Verde, metade do mercado está em Santiago. No turismo a oferta é da mais diversificada possível. Venha a regionalização, mas depois não peçam sacrifício aos outros quando não puderem financiar o orçamento. Uma bomba na Praia vende mais combustivel que toda a Ilha de S. Vicente.

  4. Nelson Cardoso

    Esqueceu-se que também existe políticos da UCID, Sr. João Neves?
    Ou eles não compram consciência do Povo? Os outros compram?

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