Perla Negra: Defesa de Xando Badiu recorre da sentença

3/12/2015 08:02 - Modificado em 3/12/2015 08:02
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cadeiaA defesa de Xando Badiu, condenado em primeira instância  em 16 anos  de cadeia  pelos crimes de tráfico  de droga de alto risco, associação criminosa,  posse de  arma, branqueamentos de capitais e perda de todos os seus bens à favor do Estado, recorreu da sentença.

Este online sabe que a defesa não recorreu das sentenças  aplicadas nos casos de tráfico de drogas e posse de armas de guerra, visto  que seu cliente, como ficou provado, foi pego  na pose de 471 quilos de cocaína e duas metralhadoras G3. Assim recurso ao Supremo Tribunal de Justiça vai atacar o crime de associação criminosa  e lavagem de capitais  que valeram metade da  pena  de 16 anos de cadeia que foi condenado.  A defesa de Xando, assim como as dos outros arguidos, considera que não ficou provado o crime de associação criminosa. Sustenta que o facto de algumas pessoas estarem juntas em lugares públicos ou trocarem telefonemas  não prova que se associaram mediante uma estrutura e comando  para  trazerem  a droga que foi apanhada na posse de Xando. No julgamento o Ministério Publico tentou mostrar que o facto de Xando estar na posse de tanta droga mostra que era “homem de confiança da organização“. A defesa argumentou que “no mundo da droga, o dono da droga nunca anda com a droga”.

Em relação ao crime de lavagem de capitais o recurso ao STJ baseia-se no princípio sustentado pelo defesa e não acolhido pelo juiz que para haver lavagem de capitais é preciso que os bens a serem branqueados resultem de um crime  e no caso de Xando, ele nunca tinha respondido em juízo por nenhum crime onde ele teria tirado proveitos.

Durante as alegações, a defesa do arguido Alexandre Borges considerou injusto o pedido do Ministério Público que requereu o confisco de todos os bens, alegando serem de proveniência ilícita. A defesa não acatou o pedido do MP, pois considerou que “pedir que o arguido perca tudo não é justiça”.

A mesma vai mais longe e afirma que tem havido “atitudes caçubodistas” por parte do Estado. Apesar do Ministério Público ter acusado de lavagem de capital, a defesa considera que os bens do seu constituinte “não estão minimamente relacionados com o crime”.

 

 

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