Fórmula 1 está a perder adeptos

2/12/2015 09:01 - Modificado em 2/12/2015 09:01
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HUNGARIAN GRAND PRIX F1/2010 -  BUDAPEST 01/08/2010Queda de audiências tem sido registada em quase todos os países. No próximo ano, ainda com os motores congelados e o domínio da Mercedes, a razia pode ser histórica. Pilotos estão preocupados.

Corrida após corrida, a perda de audiências na Fórmula 1 é preocupante. A mudança das transmissões em sinal aberto para o sistema pay per view custou 25 milhões de telespectadores num só ano, segundo a “Forbes”, e a fraca competitividade nos últimos dois anos não será alheia ao fenómeno. Em 2015, a Mercedes conseguiu o maior domínio da história. Com 16 vitórias e 12 dobradinhas, somou 703 pontos, o equivalente a 86 por cento do máximo possível.

A verdade é que a Fórmula 1 enfrenta opções difíceis. O dinheiro das televisões e dos patrocinadores permite distribuir fortunas incríveis pelas equipas – dos 155 milhões de euros para a Ferrari ao mínimo de 45 milhões entregues à Sauber -, mas estas podem ser afetadas pelas quebras de retorno publicitário. Só na Itália, as audiências caíram de 11 para menos de quatro milhões de telespectadores em pouco mais de uma década. No Reino Unido, o GP de Singapura deste ano teve mínimos históricos, com 3,45 milhões de telespectadores. E a BBC, um dos poucos canais abertos ainda existentes, só admite renovar o contrato se baixar os mais de 20 milhões de euros que paga atualmente.

Os pilotos andam preocupados. Felipe Massa, por exemplo, defende que se deve fazer mais pela promoção, sobretudo “nas redes sociais”. Mas Bernie Ecclestone, o patrão da F1, despreza esse mercado, não liga aos 50 milhões de visitantes do sítio oficial de internet e isso gera sinais preocupantes: Lewis Hamilton, o piloto mais popular nas redes sociais, é apenas o 70.º mais seguido entre os atletas mundo.

Fonte: ojogo.pt/

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