Sida: Os homens são três vezes mais infectados que as mulheres

1/12/2015 07:28 - Modificado em 1/12/2015 07:28

sidaComemora-se, hoje 1 de Dezembro o Dia Mundial de Luta Contra a Sida e é uma data para que o mundo una forças para a consciencialização sobre essa doença. Desde o final dos anos 80, tal dia vigora no calendário de milhares de pessoas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao final de 2013, 35 milhões de pessoas conviviam com o vírus do HIV no planeta, e diariamente surgem 7.500 novos casos.

Em Cabo Verde, os homens são três vezes mais infectados que as mulheres e continuam a resistir aos serviços de saúde para fazer o teste e o tratamento. No país há mais homens que mulheres a morrer de Sida.

Estudo que diz a taxa de prevalência do VIH/SIDA é de 0,8% está desactualizada, desde de 2006, altura em que foi feito, conforme a RCV.

Artur correia diz que a situação real de casos de seropositivos em Cabo verde é de dois mil e trezentos casos são conhecidos e que estão em seguimento, pelas estruturas de saúde mas também com apoio de ONGs e até associação de seropositivos. Anualmente registam-se trezentos casos, não quer dizer que os números aumentaram, mas a capacidade de encontrar mais casos aumentou.

“Desses dois mil e trezentos que estão em seguimento, estão em tratamento cerca de 1300 pessoas, em tratamento anti-retroviral. Temos tido uma taxa de novos casos, ou seja casos que os serviços de saúde e também as ONGs conseguem diagnosticar anualmente”.

Portanto essa “nossa capacidade de encontrar mais casos tem estado a aumentar também porque o acesso ao teste tem aumentado”. Não se conhece ainda todos os casos de seropositivos que existem no seio da população. Teoricamente com esta taxa de 0,8% teríamos quatro mil casos de seropositivos, mas só se conhece dois mil e trezentos.

A cobertura em relação ao acesso ao diagnóstico tem aumentado nos últimos anos. Se aumentar mais o número de testes vai-se encontrar ainda mais casos, quem o diz é o Doutor Artur Correia. “Quer dizer que se aumentarmos o número de testes podemos encontrar mais casos”.

O secretário executivo do CCSL Sida afirma que outra preocupação prende com mulheres que se engravidam várias vezes, setenta a oitenta gravidas por ano. O número de novas gravidas seropositivas diagnosticadas diminuiu e o mesmo acontece com a transmissão vertical de mãe para filho, o que torna possível encerrar a sua erradicação. O mesmo acontece com a transfusão de sangue, uma vez que este é testado antes.

O desafio está na transmissão sexual sobretudo nos grupos de maior risco, como os profissionais de sexo, homens que fazem sexo com homens, e usuários de drogas, conclui.

  1. Medecina

    Penso que esta “filosofia” que defende que os grupos de risco são os profissionais de sexo, homens que fazem sexo com homens, e usuários de drogas é falaciosa, e de certa forma tem contribuído para que as pessoas que não pertencem a esses grupos continuem a ter comportamentos de risco, pois, estando à priori excluídos de risco, tendem abdicar do uso da camisinha. Meus caros, todos aqueles que não se protegem estão em risco eminente, uma vez que o profissional de sexo tem relações com homens e mulheres de família, os homens que fazem sexo com outros homens, também fazem sexo com mulheres que por sua vez fazem sexo com outras mulheres e homens, e os usuários de droga também fazem sexo com pessoas que não sejam drogadas, prostitutas ou do mesmo sexo. Ou seja, todos fazem sexo com todos. Há um estudo que diz que para vermos o nosso nível de risco, é basta multiplicar o número de parceiros que já tivemos por 10, tendo em conta que elas também se envolveram com outras pessoas. Ou seja, uma pessoa que já se envolveu com 10 pessoas, indirectamente já se envolveu com 100 pessoas, pelo que no que concerne ao Sida, o lema é desconfiar de tudo e de todos. Todo o cuidado é pouco.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.