FORNARTES 2015: artesãos satisfeitos, mas esperavam mais

30/11/2015 08:05 - Modificado em 30/11/2015 08:05
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fonartes 2015A ilha de São Vicente acolheu durante quatro dias a 5ª edição do FONARTES, Fórum Nacional do Artesanato, um evento que esteve sob a égide do Centro Nacional de Artesanato e Design e envolveu artesãos de vários pontos do país. Os artesãos entrevistados pelo NN dizem que esperavam mais, pois a edição de 2015 esteve fraca. Apesar disso, sentem-se satisfeitos com o novo estatuto criado recentemente.

Terminou, este domingo, 29, mais uma edição do Fórum Nacional de Artesanato, Fonartes 2015. De 26 a 29 de Novembro, artesãos de diferentes ilhas de Cabo Verde estiveram juntos para mais uma exposição de produtos artesanais e criativos do próprio país.

Os entrevistados por este online consideraram fraca a quinta edição do Fonartes. Para além do fraco movimento das vendas, consideram que é necessário fazer mais para que o evento alcance os objectivos traçados.

Para António, um dos artesãos que veio da ilha de Santo Antão pela primeira vez propositadamente para expor os seus objectos de artesanato, o fórum deste ano decaiu bastante, por isso, é necessário unir esforços dos próprios expositores para angariar fundos para o feito. Questionado sobre o estatuto criado para os artesãos, o mesmo considera que já se sentia a necessidade do documento há muito tempo, pois em muito vai ajudar na valorização do artesanato cabo-verdiano e do próprio artesão.

Apesar disso, os expositores reconhecem outras regalias em participar no Fórum de Artesanato, nomeadamente, o contacto com outros artesãos, a oportunidade de divulgação dos seus produtos e da criatividade.

Mais adiante, Lú repetente do Fórum, diz que esperava por uma maior adesão por parte das pessoas e que as vendas resultassem. Apesar de muitas pessoas terem demonstrado interesse pelos produtos, notou que não havia dinheiro para as compras. Quanto ao estatuto do artesão, a entrevistada considera ser uma mais-valia para os profissionais, pois dignifica, promove e facilita o reconhecimento do seu trabalho.

Já para o expositor e artesão Djack Carvalho são cada vez mais necessárias iniciativas dos próprios artesãos, pois não basta apenas o apoio do Ministério da Cultura. É urgente criar um fundo e preparar-se antecipadamente para o mês de Novembro, altura em que acontece o Fonartes.

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