Rui Águas: Governo mostra interesse em resolver problema de salários em atraso

30/11/2015 07:35 - Modificado em 30/11/2015 07:35

ruiaguas1O Governo de Cabo Verde manifestou disponibilidade para, em conjunto com a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), tentar encontrar uma solução para os sete meses de salários em atraso do seleccionador nacional, Rui Águas. Fonte do executivo diz que o Governo tem disponibilidade para tentar encontrar a “melhor solução” para esta situação, desde que seja para tal solicitado pela Federação Cabo-Verdiana de Futebol.

O que até ao momento não aconteceu adiantou a mesma fonte a agência Lusa, explicando que o Executivo tem conhecimento da situação apenas oficiosamente e pelo que tem saído na imprensa.

O treinador português e o seu adjunto Bruno Romão têm sete meses de salários em atraso e que Rui Águas estará de saída do comando técnico dos Tubarões Azuis.

Em entrevista à Rádio Morabeza, o presidente da FCF, Victor Osório, admitiu que os técnicos portugueses têm seis meses e meio de salários em atraso, mas lembrou que a remuneração é assegurada pela Federação Portuguesa de Futebol, resultado de um acordo verbal feito com a antiga direção da FCF.

Victor Osório negou também que Rui Águas vá deixar o comando técnico da equipa, dizendo ainda que o treinador “não tem um contrato escrito com a Federação Cabo-verdiana de Futebol”, uma vez que “foram acordos verbais feitos na altura”.

Após a vitória sobre o Quénia, na qualificação para o Mundial2018, Rui Águas não apareceu na conferência de imprensa e no dia seguinte confirmou, em declarações à Rádio Cabo Verde, que “havia coisas que não estavam bem” no trabalho com a federação.

Aquando da contratação, o então presidente da Federação Cabo-Verdiana de Futebol, presidida por Mário Semedo, disse que uma parceira com a Federação Portuguesa de Futebol tinha sido decisiva para a escolha de Rui Águas.
Victor Osório, afirmou que a Federação tem feito tudo “para que as coisas se normalizem e para que haja estabilidade para o trabalho do selecionador”.

Victor Osório disse ainda que não se trata de uma questão nova e recordou os antigos treinadores João de Deus e Lúcio Antunes “acumularam uma série de salários em atraso, porque Cabo Verde não lhes conseguia pagar”.

“A realidade é que as verbas disponíveis para a FCF não são suficientes para suportar salários de treinadores com qualidade, que nos permita fazer o trabalho que está a ser feito. A FCF está num país que tem dificuldades e não poderá ser diferente do país onde está”, acrescentou.

  1. Chuchadera

    acordos verbais??? em que mundo estamos?? vergonha, so incompetencia na lugar, só bazofaria

  2. CidadaoCV

    Pois é …. os Tubarões Azuis não passam de uma nuvem de fumaça. Tudo muito falso. Os níveis de futebol apresentado e os Hankings alcançados, não têm nada a ver com a realidade do futebol em Cabo Verde, onde tudo ainda está no nível do amadorismo primário. Que jogador residente tem alguma possibilidade de representar a selecção nacional? Se CV nem consegue pagar um seleccionador, como justificar o 4º lugar em África? … tudo muito falso …

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