Moisés Borges “já se verifica a penetração da água do mar nos terrenos agrícolas”

26/11/2015 08:20 - Modificado em 26/11/2015 08:20

moises borgesMoisés Borges, Director-geral do Ambiente, disse à Lusa que já são visíveis, em Cabo Verde, os efeitos das alterações climáticas”. As secas extremas e a penetração da água do mar nas casas e em terrenos agrícolas são os efeitos mais visíveis das alterações climáticas”, assegurou.

Acrescentou que se está a verificar também a penetração da água do mar nos terrenos agrícolas e nos lençóis freáticos, o que está a ter impacte na capacidade produtiva dos solos e na qualidade da água para o consumo e para a produção. Referiu também que com “cerca de 80% da população cabo-verdiana localizada no litoral e com grandes extensões de terrenos agrícolas próximos da costa, a subida do nível do mar é outra das preocupações no país “. Referindo-se à subida do nível do mar, o Director-geral do Ambiente constatou que “este ano, com a passagem do furacão Fred houve, na ilha de Santo Antão, no Paul, uma invasão da água do mar nas casas das pessoas”. Devido a esses factores, assumiu que Cabo Verde é um dos países mais vulneráveis do mundo às alterações climáticas e que o “fenómeno é muito real” para os cabo-verdianos. Por isso, e enquanto na 21ª Cimeira das Nações Unidas sobre o clima se vai discutir da redução da temperatura média do planeta para 2ºC, os pequenos estados insulares querem lançar a meta dos 1,5º C.

“Participamos no grupo negocial Aliança dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e aí defendemos a limitação do aquecimento global até 1,5º C. Esse é o nosso maior desafio. No âmbito da convenção está-se a defender os 2ºC. Vamos tentar levar o processo negocial para que tenda para 1,5ºC. Ainda que se aceite 2ºC, que haja uma tendência para chegar a 1,5ºC”, disse.

Cabo Verde estará representado na Cimeira do Clima de Paris, que decorre de 30 de Novembro a 11 de Dezembro, pelo Primeiro-ministro José Maria Neves e pelo Ministro do Ambiente, Antero Veiga, além de uma delegação técnica com elementos da Direcção Nacional do Ambiente, Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica e Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Fonte Lusa

  1. Julio Goto

    …os furos da MDR e o aumento brusco de fontes em diversas zonas e o factor principal ,levando em conta que as ilhas sao de origem vulcanica.

  2. Gastão Elias

    O discurso do Director Geral ou Nacional do Ambiente é do mais puro amadorismo. Não cita factos, isto é, onde aconteceu e as causas do acontecido, não coloca números. O problema de salinização é antiga e as mudanças climáticas começaram a sentir-se com maior intensidade a partir da seca de 1968. Bem aqui não sei este texto, incompreensível para um técnico da área do ambiente é culpa de quem deu a importação ou do tratamento jornalístico. MAU.

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