Naufrágio do Navio Vicente: Familiares das vítimas vão manifestar e entrar com acção judicial

26/11/2015 08:01 - Modificado em 26/11/2015 08:01
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luto tuninhaPassados dez meses do  naufrágio do Navio Vicente, os familiares ainda aguardam que justiça seja feita e que o Governo assuma as suas responsabilidades. Os familiares das vítimas sentem-se abandonados e avançam que vão entregar uma acção judicial para assacar a responsabilidade do Estado.

Dez meses após o acidente do navio Vicente que se afundou no Porto de Cavaleiros, Fogo, e que ceifou a vida de quinze pessoas deixando várias famílias desamparadas, quase nada foi feito por parte do Governo no sentido de minimizar o sofrimento dos familiares.

Os familiares das vítimas e os sobreviventes continuam a viver das cestas básicas atribuídas pela Câmara Municipal de São Vicente e uma grande parte já recusa viver apenas da boa vontade. As famílias querem que as autoridades responsáveis assumam as suas responsabilidades, que paguem as indemnizações que devem às pessoas e que não cubram as responsabilidades dos seus funcionários que nada fizeram.

O porta-voz dos familiares, Cirilo Cidário, avançou que os familiares estão tristes e abandonados, pois o Governo desresponsabilizou-se enquanto ficou provado nos relatórios que a maior culpa do naufrágio se deve à “inércia do Estado”.

Nos últimos dias, o Parlamento centrou-se no caso do acidente do navio que vitimou quinze pessoas. Contudo, os familiares estão descontentes e estupefactos com a forma como o acidente foi tratado na Assembleia Nacional, pois consideram que os responsáveis se desresponsabilizaram. Apesar de terem tido uma atenção merecida, esperavam que tivessem um pouco de sensibilidade e houvesse um desfecho diferente.

Os familiares das vítimas aguardam pelas certidões de óbitos para entrarem com uma acção judicial para assacarem a responsabilidade do Governo. Para além disso, prometem manifestar para demonstrarem o próprio descontentamento.

Para o porta-voz dos familiares, o Estado não assumiu as suas responsabilidades sociais para com os familiares das vítimas, como era devido, pois colocou pessoas incompetentes à frente dos serviços. Os familiares consideram uma falta de respeito para com as vítimas do acidente, por isso, prometem reagir.

Recorda-se que durante a sessão parlamentar que iniciou na segunda-feira, a Ministra das Infra-estruturas e Economia Marítima, Sara Lopes, garantiu que desde cedo procurou manter-se a par das instituições que estavam envolvidas no apoio às vítimas do naufrágio de modo a apoiar as vítimas de forma a partilhar os apoios.

 

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