Parlamento: MpD exige que governo assuma as suas responsabilidades afundamento do navio Vicente

24/11/2015 07:37 - Modificado em 24/11/2015 07:37
| Comentários fechados em Parlamento: MpD exige que governo assuma as suas responsabilidades afundamento do navio Vicente

vicenteA sessão parlamentar de Novembro/Dezembro começou “quente”, num ambiente de desentendimento e acusações entre o Partido Africano da Independência de Cabo Verde e o Movimento para a Democracia, devido à apreciação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar as circunstâncias do desaparecimento do navio Roterdão e do afundamento do navio Vicente, ocorridas em Janeiro deste ano, inquérito realizado a pedido do MpD.

Em fase de encerramento, a sessão terminou com o líder parlamentar do MpD a exigir intervenção alegando que ainda possuía cerca de um minuto para intervir, mas foi considerado que a intervenção da deputada Eunice Silva, era a do MpD para o encerramento da sessão no período de manhã.

Durante o debate, os deputados do MpD pediram ao Governo que assumisse as suas responsabilidades no caso do acidente do “Vicente”.

A Ministra das Infra-estruturas e Economia Marítima, Sara Lopes, em declarações à RCV, garante que desde cedo procurou manter-se a par das instituições que estavam envolvidas no apoio às vítimas do naufrágio de modo a apoiar as vítimas de forma a partilhar os apoios.

“Queríamos saber as necessidades que não estavam a ser cobertas e descobrimos que havia uma lacuna a nível jurídico, que é a parte fundamental”, afirma Sara Lopes que assegura que quando “vidas humanas se perdem no mar, as pessoas não fazem ideia do ‘calvário’ que é para as famílias organizarem e fazerem valer os seus direitos”. Sendo assim, o Governo assinou um protocolo com a SIMETEC para que o sindicato pudesse contratar um advogado que está, desde então, a ajudar as vítimas “e o que me disseram é que o mais certo é que até finais deste mês estará resolvido todo o processo ainda na Conservatória para seguir para os Tribunais”, frisou.

“Fizemos mais no sentido de fazer uma caracterização socioeconómica das famílias e identificar quais as famílias que teriam necessidade de ter uma ajuda extraordinária até que as questões legais estejam esclarecidas, nomeadamente em termos de habitação”.

Para a Ministra, quando há causas humanas em acidentes, como deixam claro os três relatórios, o que se deve fazer é rever e melhorar o sistema de formação inicial e contínua dos marítimos, o que estava a ser feito.

Por seu lado, a Ministra da Administração Interna, Marisa Morais, disse que o Governo está a fazer de tudo para, em memória daqueles que sofrem e daqueles que desapareceram, se possa evitar outros dias de luto e outras perdas de vida.

Identificada a causa principal, Marisa Morais informou que as recomendações constantes dos relatórios estão a ser implementadas visando melhorar a actuação de todos os envolvidos no sistema de segurança portuária.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.