Mercado da Praça Estrela: Vendedeiras questionam atraso da obra

20/11/2015 07:41 - Modificado em 20/11/2015 07:41

20151119_102522[1]Há cerca de três meses que iniciaram as obras de reconstrução do Mercado da Praça Estrela em São Vicente. As vendedeiras continuam a trabalhar sem condições, expostas ao sol, ao vento e à chuva. As entrevistadas dizem-se ansiosas para o início das actividades no Mercado, pois, para além das más condições, os seus produtos estão sujeitos a deteriorarem-se devido à exposição ao sol.

As vendedeiras do Mercado da Praça Estrela em São Vicente dizem estar satisfeitas com a obra que se está a realizar mas, por outro lado, dizem-se descontentes com o atraso na entrega do Mercado.

As obras iniciaram em Setembro deste ano e desde essa data, as vendedeiras estão provisoriamente instaladas ao lado do Mercado onde continuam a vender os seus produtos, “debaixo de um sol abrasador”. Para além disso, a quantia referente à ocupação das pedras é paga diariamente.

De acordo com as entrevistadas, o Mercado deveria estar pronto em Outubro, mas tal não aconteceu e, até agora, ninguém lhes informou ou se dignou de lhes explicar a razão do atraso da obra. Apesar de reconhecerem que a obra realizada lhes vai trazer melhores condições, as entrevistadas consideram que “os responsáveis deveriam informá-las e preveni-las sobre o atraso em vez de ficarem mudos”.

20151119_101853[1]Após três meses, o Mercado continua ainda em obras e as vendedeiras continuam sem saber para quando o início da ocupação do espaço há muito esperado. Elsa, uma das entrevistadas, explica que os produtos quando expostos ao sol e ao vento, perdem qualidade levando à recusa dos clientes.

Luiza, também vendedeira, explica que cada metro de pedra ocupado custa 110 escudos, uma quantia também contestada por algumas das vendedeiras que dizem que antes pagavam 90 escudos ou 75 escudos por dia.

Depois de vários anos a exigirem melhores condições, finalmente as mulheres que ocupam as pedras de venda do Mercado da Praça terão um espaço novo e com melhores condições para venderem as suas hortaliças. Há muito que exigiam condições de higiene e segurança, pois pagavam para estarem num local que não lhes oferecia mínimas condições.

O Mercado servia de dormitório e, à noite, as pessoas aproveitavam para fazerem as próprias necessidades fisiológicas. As vendedeiras dizem que a situação já era insustentável. “Logo de manhã deparávamo-nos com muita sujidade no local, fezes, roupas, preservativos e até ratos”.

  1. Joanina Rodrigues

    Dar uma explicacao é um sinal de respeito e consideracao pela população que vê o mercado pronto e fechado não percebendo se o atraso se deve a alguma falta justificada ou se está esperando por uma data histórica que mereça discursos e champanhe.
    Não custa nada dar uma explicação, não custa respeitar quem paga pelo funcionamento da Câmara, do Estado e dos funcionários.Haja respeito , educação e uma coisa bonita.
    Sejam tão amigos do povo como quando andam por montes e vales a prometer o paraíso para quando ganharem a cadeira do poder!

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