Vox populi: “é preciso que a sentença vá de acordo com o que foi provado em Tribunal”

20/11/2015 07:32 - Modificado em 20/11/2015 07:32
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perla negraOs arguidos do processo que ficou conhecido como operação “Perla Negra” e que levou à apreensão de 521 quilos de cocaína e à detenção de seis pessoas, conhecem hoje a sentença, sendo que o Ministério Público pediu a condenação a uma pena nunca inferior a 18 anos de prisão e a confisca de todos os bens que fiquem provados que resultam da actividade criminosa.

Depois de ouvir diversas testemunhas relacionadas com o processo e os próprios arguidos, para a acusação ficaram provados os crimes de tráfico internacional de droga agravado, associação criminosa e lavagem de capitais.

Para saber qual a opinião dos mindelenses sobre a sentença que será lida esta quinta-feira, este online saiu às ruas e foram muitas as opiniões.

De acordo com um estudante de Direito que responde pelo nome de Emanuel Sousa, é preciso que a sentença vá de acordo com o que foi provado em Tribunal e, “nesse aspecto, é importante destacar que as circunstâncias fácticas em que a droga foi encontrada definem bem que estamos diante de um caso de tráfico, ode estão patentes as fases de importar, exportar, remeter, vender, transportar e, sendo provados todos os factos, a sentença é justa e serve de exemplo para que os traficantes não fiquem a pensar que em Cabo Verde a justiça ‘é mole’ para este tipo de crime”.

“Os depoimentos da polícia judiciária são perfeitamente válidos e não há qualquer razão aparente ou concreta para que venham incriminar injustamente os réus”, avança Paulo Fortes.

“Entre os suspeitos, há quem não foi apanhado em flagrante e, sendo a prova insuficiente, a condenação é impossível porque as provas juntadas ao longo do processo devem, no final, tornarem-se seguras e incriminadoras e serem suficientes para autorizarem uma condenação”, conclui.

“É muito bem feito, porque enquanto eles enriquecem, muitos jovens acabam por colocar a vida em risco devido ao vício pelas drogas e se não fosse por este tipo de gente, muitas famílias não seriam destruídas”, assegura uma mãe de família que não se quis identificar.

Ainda entre os jovens, muitos não se posicionaram nem a favor nem contra, já que admitem não terem conhecimento dos contornos do caso e, sendo assim, preferem não se pronunciarem.

Menos de 18 anos ou não o facto é que a sentença será conhecida hoje.

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