Desfalque na CECV: investigação não exclui a possibilidade de haver cúmplices

19/11/2015 07:22 - Modificado em 19/11/2015 14:42
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Foto_caixa_economica_na_cidade[1]A PJ continua a investigação na Agência do Mindelo  da Caixa Econômica de Cabo Verde, para entender e tentar  provar como  se deu o desfalque de cerca de 38 mil contos que imputa ao ex-subgerente. Em relação ao último desfalque, onde sumiu de uma conta cerca de oito mil contos, a PJ acredita que os levantamentos foram feitos através de um cartão 24  no nome de uma pessoa que não existe e de levantamentos feitos pelo subgerente directamente  no banco.

O NN sabe que análise dos talões de levantamento mostra que estes foram preenchidos e assinados pelo subgerente . É na  questão da assinatura que a PJ  quer saber se houve cumplicidade ou se o suspeito agiu sozinho,  se terá tido cúmplices ou se alguém se descuidou na sua obrigação de conferir a assinatura. Se a PJ conseguir provar a sua tese que o subgerente falsificou a assinatura do cliente para fazer o levantamento na Agência , os caixas que fizeram o pagamento têm que explicar o que se passou “na confirmação  da assinatura” e se não tiveram nenhuma reacção ao ver a letra do chefe directo , repetidamente ,nos talões. Um ex bancário  disse ao NN que “o  banco tem o dever de verificar e comparar  a assinatura. Mesmo que seja  um superior hierárquico  a fazer o pedido ou a entregar o cheque  ou talão ( ordem) de levantamento ou transferência a assinatura deve ser verificada.” Resta saber qual a assinatura que está nos talões.

Por enquanto, a hipótese de haver cúmplices parece excluída, mas ganha consistência a ideia que existem outros responsáveis pelo desvio que a PJ detectou.

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