São Vicente: Fumar Xixa uma moda perigosa

19/11/2015 07:16 - Modificado em 19/11/2015 07:16

shishaFumar Xixa (tabaco com sabores e cheiros atractivos) ganha cada vez mais adeptos em São Vicente, principalmente entre os jovens quando saem na noitada. Tendo em conta o último estudo sobre este produto – 1 xixa equivale a 30 cigarros, portanto, é mais prejudicial – o NN procurou conversar com alguns jovens que preferimos manter em anonimato, para saber o que pensam a respeito.

O facto de ser de acesso fácil e legal facilita a procura e a utilização deste produto de diversos sabores que já conquistou espaços próprios na ilha.

Recentemente, um estudo feito nos EUA e publicado pela BBC afirma que fumar Xixa é mais prejudicial do que o cigarro. Entretanto, é possível constatar que isso não é um empecilho para a sua utilização. Muitos afirmam terem experimentado por curiosidade, outros por influência de amigos, mas o certo é que mesmo prejudicial, continuam a fumar ainda que de vez em quando.

“Eu não uso Xixa, mas já experimentei apenas por curiosidade. Mas não senti absolutamente nada”, afirma um entrevistado que informa que, actualmente, o uso tem aumentado consideravelmente.

Outra entrevistada confessa, entretanto, utilizar Xixa de vez em quando e começou a usar por curiosidade, por ser algo de novo e muito falado. “Eu uso de vez em quando, tem um efeito relaxante e interessante, talvez devido aos sabores”, afirma. Questionada quanto ao facto de 1 produto deste equivaler a 30 cigarros e, por isso, mais prejudicial e aos riscos da sua utilização, a nossa entrevistada que diz ter consciência do feito, afirma porém, que nunca fuma sozinha.

O NN tem conhecimento de pessoas que misturam Xixa com outras drogas e, em relação a isso, a jovem afirma nunca ter pensado fazer essa mistura. “Xixa é viciante e mais fácil de usar do que as outras drogas, aliando ao facto de ser relaxante, penso que misturá-la com outras drogas seria um grande passo para a dependência”, explica.

Entretanto, encontramos um jovem que já utilizou Xixa misturada com Padjinha e garante que o efeito é mais forte do que os de pastilha, mentas ou frutas. “Já fumei algumas vezes, por influência de amigos aliada à bebedeira, mesmo tendo a noção de que é prejudicial”, afirma reforçando ter perdido o interesse.

Existem ainda aquelas situações de pessoas que utilizam em casa também com amigos. “Eu tenho Xixa em casa, mas uso raramente, quando sinto vontade”. Quando questionado sobre os efeitos colaterais do uso, a resposta é “utilizo da mesma forma como utilizamos outras coisas prejudiciais à nossa saúde, nomeadamente açúcar, álcool e gorduras”.

Do lado de quem vende, a realidade é diferente. Apesar de terem consciência dos seus efeitos, continuam a vender pois aumenta o lucro dos estabelecimentos, uma vez que, segundo afirmam, o uso deste produto tem aumentado consideravelmente, independentemente da idade.

“Muitas pessoas têm utilizado Xixa actualmente. Penso eu por ser algo legal, apesar de muitas pessoas já aproveitarem daquela oportunidade para usarem outras drogas, nomeadamente cocaína. No meu estabelecimento já accionei a polícia duas vezes devido a esta situação”, explica uma vendedora reforçando que de quinta a sábado o consumo é mais elevado.

Outra entrevistada afirma que desde que passou a vender Xixa no seu estabelecimento, há 4 meses, as vendas aumentaram consideravelmente. Por 2 carvões e um incenso cobra cerca de 400$ mas garante que é dos preços mais baixos do mercado.

“Mesmo adquirindo a essência a 8 euros e um pacote de carvão que contém 100 unidades, revender a 400 compensa pois o retorno é garantido”, garante.

  1. Fumador

    Em muitos países orientais e árabes, o narguilé/Chicha/Cachimbo de água é utilizado para se drogar, normalmente fumando ópio. Recentemente, este tipo de cachimbo tem sido muito utilizado para fumar tabaco com sabores (diria até que está na moda), e, ao contrário da crença inicial que defendia que este cachimbo ajudaria a filtrar as impurezas do tabaco, ela faz exactamente o contrário… inala-se mais fumo, e logo, é potencialmente mais perigoso para a saúde, sem nos esquecermos do seu potencial de transmissão de doenças respiratórias como a tuberculose é enorme, sobretudo quando os fumantes usam o mesmo “pipo”.

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