Toponímia: Moradores desconhecem o serviço

18/11/2015 07:58 - Modificado em 18/11/2015 07:58
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Rua Far WestO serviço de Toponímia, identificação das ruas e numeração das portas, iniciou em São Vicente como projecto-piloto na zona de Monte Sossego. Os moradores desta zona, entrevistados pela nossa reportagem, desconhecem o serviço da Câmara Municipal apesar das suas portas já estarem identificadas de modo provisório. Os mesmos dizem não terem sido informados do trabalho que está a ser feito há cerca de cinco meses.

Os moradores da zona de Monte Sossego entrevistados pelo NN, dizem desconhecer o serviço de identificação das ruas e numeração das portas, serviço de Toponímia, um projecto da Câmara Municipal de São Vicente.

porta inumeradaEstivemos nas ruas de Cantareira e Far West, travessa 25 e travessa 28, onde conversámos com a Luísa Andrade, o Adilson, a Clarisse e o Nelson, moradores em Monte Sossego há vários anos. As portas da rua de Cantareira estão todas numeradas com identificação da rua e número de Polícia.

Ao conversarmos com a moradora Luísa Andrade, na rua de Cantareira, com o número de porta 742 colocado pela própria moradora, constatámos que a mesma nada sabia sobre o assunto, apesar de estar afixado na porta da sua residência um “documento” onde consta o nome da rua e o número de Polícia.

Questionada sobre o serviço de identificação, a mesma avança que nada foi dito por parte das pessoas que estiveram a fazer o serviço, por isso, desconhece o assunto. A entrevistada julgava que se tratava do serviço de recenseamento como tem sido habitualmente.

Mais à frente na mesma rua, Adilson disse ao NN que se tratava de uma novidade, pois nem tinha reparado na identificação provisória afixada na porta da sua residência. O entrevistado confessa que apenas sabe o nome da rua que antigamente era designada por travessa 18.

serviço ToponimiaUm pouco mais afastado, na rua Far West, identificada numa pequena placa como travessa 25, conversámos com Clarisse que disse não ter conhecimento do trabalho de Toponímia, embora a sua residência esteja identificada. A mesma diz ter-se dirigido aos técnicos para se informar do que se tratava e foi-lhe dito apenas que se tratava de “número de porta”.

Para além da desinformação, os entrevistados consideraram importante o trabalho de identificação das ruas e numeração das portas. Apesar de várias ruas já estarem identificadas com nomes de pessoas ou estabelecimentos atribuídos pelos próprios moradores, o que tem facilitado o acesso às ruas e algumas portas já possuírem número, muito embora pouco organizados, os moradores dizem-se satisfeitos com o trabalho que está a ser feito.

Aproveitando a oportunidade, os entrevistados apelaram, mais uma vez, para o reforço da iluminação pública que consideram ser bastante deficitária, pois “não vale a pena identificar uma rua se não há iluminação para se lá chegar”, desabafa um dos moradores.

O trabalho da Toponímia que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal de São Vicente é um serviço que deverá abranger todas as zonas da ilha de São Vicente com o objectivo de permitir a devida identificação das ruas e portas de modo a facilitar o acesso às diferentes zonas e ruas, um problema antigo cuja solução foi muito esperada pela população.

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