Comemora-se hoje a luta contra o cancro da próstata

17/11/2015 08:28 - Modificado em 17/11/2015 08:28
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prostataEm comemorações ao dia mundial da luta contra o cancro da próstata, que celebra hoje, 17 de Novembro, a clinica Urgimed promoveu esta segunda-feira, uma palestra informativa sobre o cancro da próstata.

A palestra serviu para relembrar diversos aspectos relacionados com a patologia, que é a quarta maior causa de morte nos homens, a nível mundial e a segunda nos EUA.

O palestrante, Valadymyr Reva, médico urologista do Hospital Baptista de Sousa realçou o facto de a próstata ser considerado uma grande sede de doenças, entre elas a Hiperplasia prostática benigna (HPB), e o cancro da próstata. Sendo que ambas podem apresentar os mesmos sintomas, mas são bem diferentes uma da outra, explica.

De acordo com o palestrante é sempre bom identificar as diferentes patologias, as suas causas, sintomas, tipos e as medidas diagnósticas de cada patologia, de forma a encarar o seu tratamento.

Para a prevenção do cancro da próstata, “é necessário o exame de toque rectal”, que é uma das principais e primeiras formas de prevenção da patologia. “O toque rectal deve ser realizado uma vez por ano, a partir dos 40 anos e em caso de dúvidas segue-se outros exames, nomeadamente exames de sangue e “com a idade aumenta a incidência de casos”.

Para o palestrante a forma como muitos homens encaram o exame de toque é “preconceituosa” e garante que este não está nem “ultrapassado nem é antigo”, como muitos pensam e muito menos compromete a masculinidade e torna o homem menos “indigno”. Além de que “serve também para prevenir outras doenças e não só o cancro”, por isso apelam para a necessidade de fazer o diagnóstico preventivo.

São vários os factores responsáveis por esta patologia que vão desde os factores raciais passando pela genética até as doenças venéreas.

Entretanto de acordo com os dados apresentados, a raça negra é a que tem maior taxa de prevalência, com 54,1% de casos, sendo o nível de testosterona muito elevado, entre outras causas.

Em Cabo Verde a taxa de prevalência de casos é desconhecida uma vez que não existem estatísticas que demostram qual o ponto de situação da patologia que é a quarta maior causa de morte nos homens, a nível mundial e alertam para a necessidade de estudo a nível nacional.

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