Presidente do Equador decidido a dar asilo a Assange

16/08/2012 01:44 - Modificado em 16/08/2012 01:45
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O Presidente do Equador, Rafael Correa, decidiu dar asilo político ao fundador da WikiLeaks, Julian Assange, segundo responsáveis do Governo equatoriano citadas pelo diário britânico The Guardian.

 

O pedido de asilo já tinha sido feito há várias semanas e o próprio Rafael Correa tinha prometido uma resposta para breve. Assange está desde Junho na embaixada do Equador em Londres, onde pediu asilo para evitar a sua extradição para Suécia, onde é acusado por duas mulheres de crimes de natureza sexual.

Assange receia que as autoridades suecas o venham extraditar para os Estados Unidos, por recear que nos EUA venha a ser acusado por espionagem, depois de, através da WikiLeaks, ter divulgado milhares de documentos diplomáticos e militares secretos, muitos relacionados com as guerras no Iraque e no Afeganistão.

O pedido de asilo foi feito depois de os tribunais britânicos terem confirmado a extradição e de estarem esgotadas as várias hipóteses de recurso. Na segunda-feira Correa tinha dito à televisão estatal ECTV que tomaria uma decisão durante esta semana e sublinhou que estavam a ser analisados vários documentos e legislação internacional para que fosse tomada uma decisão. Já antes tinha sido anunciado que qualquer tomada de posição sobre o pedido de Assange só seria divulgada depois de terminarem os Jogos Olímpicos em Londres, o que aconteceu no domingo.

Mas não se sabe, sublinhou o Guardian, se Assange poderá deixar a embaixada e abandonar o Reino Unido, ou se a resposta positiva ao seu pedido será simbólica. Neste momento, o fundador da WikiLeaks poderá ser detido se sair da embaixada, por ter violado as condições de liberdade condicional que lhe tinham sido impostas e que o obrigavam a não se afastar de casa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, Ricardo Patiño, disse à Reuters que, para deixar livremente o território britânico, Assange terá de ter o acordo das autoridades do Reino Unido. “É uma questão que temos de ter em conta”, disse.

Apesar disso, garantiu o Guardian, Correa irá dar asilo a Assange, uma decisão que desagradará ao Reino Unido e também à Suécia, onde as autoridades o querem interrogar devido às acusações de duas mulheres que dizem ter tido relações sexuais com o fundador da WikiLeaks sem pleno consentimento. E, claro, aos EUA, que viram ser divulgados milhares de documentos secretos.

Assange tem a defendê-lo o célebre juiz espanhol Baltasar Garzón, que ainda há duas semanas esteve no Equador, acompanhado pela mãe do fundador da WikiLeaks, Christine Assange, a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

 

 

 

 

 

jn.pt

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