Assaltantes de taxistas julgados no Tribunal de São Vicente

16/11/2015 08:20 - Modificado em 16/11/2015 08:20

Taxi1Os três assaltantes que andavam a aterrorizar os taxistas na ilha de São Vicente estão a ser julgados pelo Tribunal da Comarca de São Vicente. Dois dos arguidos encontram-se em prisão preventiva desde a data dos factos.

O Tribunal da Comarca de São Vicente iniciou esta quinta-feira, dia 12 de Novembro, no 2º Juízo Crime, o julgamento dos três arguidos suspeitos de terem assaltado diferentes taxistas na ilha de São Vicente.

Durante algum tempo, os três arguidos organizaram-se em grupo e montaram um esquema para aterrorizarem os taxistas da ilha de São Vicente. Dois dos arguidos encontram-se em prisão preventiva desde o mês de Setembro de 2014, altura em que foram capturados. Quanto ao terceiro arguido que se encontrava sob Termo de Identidade e Residência, o mesmo não compareceu no Tribunal e não se conhece o seu paradeiro.

Assim sendo, o Tribunal entendeu seguir com o julgamento apenas com os dois arguidos fazendo a separação de culpa. O arguido fugitivo deve ser julgado em separado após a sua captura.

Os três arguidos estão a ser acusados de diversos crimes, entre os quais, crimes de roubo com violência, sequestro, detenção de arma e condução ilegal. Para além destes crimes, os arguidos respondem ainda pelo crime de violação com penetração.

Os assaltantes actuavam em trio e perpetuavam os crimes da mesma forma. Encapuçados, os assaltantes utilizavam uma pistola “brinquedo” e uma tesoura para intimidar as vítimas. Na Avenida Marginal, área da Laginha, os assaltantes solicitavam fretes aos taxistas e pediam que os levassem à zona de Monte Sossego, concretamente Alto Casa d´Agua.

Chegando ao local, os assaltantes encapuçados agarravam os taxistas apontando-lhes com uma arma “brinquedo” à cabeça, obrigando-os a saírem da viatura e a entregarem-lhes o dinheiro, o telemóvel, o cartão vint4 e os respectivos “pin”.

Tendo recolhido os pertences, os taxistas eram amarrados e colocados dentro do porta-bagagem. De seguida, um dos arguidos tomava o comando do táxi, chegando até mesmo a fazer fretes com o taxista ainda dentro do porta-bagagem. Depois de se terem apoderado dos códigos dos cartões bancários, deslocavam-se às caixas vint4 para sacarem o dinheiro.

Concluído o trabalho, seguiam para as zonas de Ribeira de Julião, Calhau e, posteriormente, abandonavam o taxista na zona de Horta Seca. Foram vários os taxistas vítimas de assaltos com agressão.

Alegações

Durante os meses de Julho, Agosto e Setembro, sobretudo à noite e de madrugada, os assaltantes formaram um grupo e praticaram vários crimes de roubo e outros crimes como agressão sexual e assaltos a residências, sobretudo nas zonas de Monte Sossego, Ribeira de Craquinha, Fernando Pó, Lazareto, Chã de Marinha, Paria de Cova de Inglesa e centro da cidade. As vítimas eram essencialmente motoristas, taxistas, mulheres, que eram intimidados com armas brancas e uma pistola “brinquedo”.

Graças  ao trabalho da Brigada de Investigação da Polícia Nacional que permitiu a apreensão de diferentes objectos nas residências dos arguidos, foi possível recolher vários elementos de prova. Objectos como telemóveis, relógios, peças de automóveis, dinheiro, roupas, sapatos, tesouras, facas, capuzes e vários outros foram encontrados nas residências dos arguidos em causa.

Após várias horas de audiência e tendo em conta os inúmeros crimes cometidos pelos arguidos, a audiência veio a concluir-se no dia seguinte com as alegações, apesar dos arguidos terem negado a prática dos crimes, declarando não conhecerem os membros do grupo e do silêncio nalguns momentos e de algumas das testemunhas terem dificuldades no reconhecimento dos suspeitos.

O Ministério Público não teve dúvidas de que os arguidos praticaram os crimes de que são acusados e pediu a condenação dos mesmos. A leitura da sentença deverá acontecer no próximo dia 23 de Novembro.

  1. Maria Fortes

    Não sou jurista mas creio que o suspeito que se encontra a monte deveria ser condenado à revelia e neste caso com uma pena mais pesada do que seria em condições normais.
    Isto livraria o Tribunal que está superlotado de muito mais trabalho.

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