Violação em Chã de Marinha: Arguidos negam autoria do crime

16/11/2015 07:55 - Modificado em 16/11/2015 07:55
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juizOs arguidos acusados de agressão sexual com penetração contra uma jovem na zona de Chã de Marinha, negam categoricamente a autoria do crime, apesar da vítima ter reconhecido dois dos arguidos.

O Tribunal de São Vicente iniciou esta quinta-feira, o julgamento dos indivíduos suspeitos de terem sequestrado e violentado sexualmente uma jovem na zona de Chã de Marinha em Setembro de 2014, na ilha de São Vicente.

Dois dos três indivíduos presentes em Tribunal e que estavam a ser acusados de terem agredido sexualmente com penetração uma jovem, negaram a autoria dos crimes de que estão a ser acusados. De acordo com os autos, a ofendida foi surpreendida por três indivíduos que a agarraram e arrastaram-na para um local escuro na zona de Horta Seca e sob a ameaça de uma pistola brinquedo, de uma tesoura e de uma faca, foi obrigada a manter relações sexuais com os três, de cópula completa e sem preservativo.

Depois de se terem apoderado dos seus pertences, um telemóvel, uma bolsa, 7 mil escudos em dinheiro e sob a ameaça de morte em caso de denúncia, os agressores abandonaram-na próximo do Jardim Infantil.

A vítima foi conduzida ao Hospital onde foi submetida a vários exames. Apesar dos arguidos terem negado a autoria dos crimes, a ofendida diz ter reconhecido sem qualquer dúvida os agressores.

Perante o Tribunal, os arguidos não assumiram em nenhum momento a prática dos actos. Contudo, na manhã do dia seguinte, a PN dirigiu-se à residência de um dos arguidos e encontrou-os ainda a dormir. Foi ainda apreendido, na mesma residência, o telemóvel pertencente à ofendida e alguns euros. Quanto a esses factos, um dos arguidos alegou que apesar de não se conhecerem uns aos outros, encontraram-se nessa residência para confeccionarem “um bodji”, ou seja, uma refeição.

Para o Ministério Público, apesar dos arguidos negarem a prática dos crimes “contrariando o que ficou provado pelo MP, quando as evidências apontam no sentido contrário, não se provou que os mesmo tenham lá ido para comerem o tal “bodji”, pois não foram encontrados vestígios de comida no local.

Contudo, para a representante do Ministério Público, os factos ficaram demonstrados pela PN que os surpreendeu juntos na manhã do dia seguinte. O MP entende que “está claro mais do que água cristalina que a vítima foi brutalmente agredida sexualmente e que os autores dos factos são os mesmos arguidos”.

Os arguidos estão a ser acusados de terem assaltado vários taxistas na ilha de São Vicente. Juntamente a esses crimes, recai ainda sobre os mesmos uma lista enorme de crimes de furto, roubo com violência, sequestro, detenção de arma e condução sem carta.

A leitura da sentença está prevista para o dia 23 de Novembro, no 2º Juízo da Comarca de São Vicente.

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