Morte no Matadouro: Resultado da autópsia pode não comprometer Hipólito

13/11/2015 07:52 - Modificado em 13/11/2015 07:52
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FACAOs resultados da autópsia ao corpo do guarda Vává mostram que este morreu devido a um golpe no coração desferido por “um instrumento cortante”. O que não condiz com a versão que Hipólito, o outro guarda, apresentou à PJ e ao Juiz de Instrução Criminal.

Como se sabe, este sempre sustentou que foi atingido pela vítima com uma facada nas costas e nas mãos e que a vítima, ao tentar fugir terá tropeçado, caído e espetado a própria faca no estômago. Ao NN, Hipólito, antigo pugilista, disse que não estava armado: “sou um desportista, não ando com facas”. Portanto, estamos perante a versão do arguido e a prova pericial. Mas, conforme o advogado de Hipólito, “a autópsia não consegue determinar quem desferiu o golpe fatal, não consegue determinar se foi resultante de uma queda ou se foi desferido por alguém. Dá indicações da forma como a lâmina entrou e a sua profundidade”. Assim, considera que a prova pericial não mostra nem prova que foi Hipólito quem desferiu o golpe fatal.

Na posse do resultado da autópsia, a PJ vai iniciar novas investigações para corroborar a argumentação de Hipólito ou demonstrar que foi ele quem desferiu o golpe fatal. Depois, o processo segue para o Ministério Público e, se este considerar que existem elementos novos no processo, pode solicitar a revisão da medida de coacção. O Juiz de Instrução Criminal colocou o arguido em TIR com obrigação de apresentação semanal às autoridades, pois entendeu que não existiam provas  resultantes de perícias que mostrassem que foi Hipólito quem desferiu a facada que matou  Vává.

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