Tammy Smit, a primeira general assumidamente lésbica do Exército norte-americano

16/08/2012 01:39 - Modificado em 16/08/2012 01:39
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Quase um ano depois de ter sido abolida a polémica lei “don’t ask, dont’t tell”, que impedia os militares norte-americanos de assumir a sua homossexualidade, Tammy Smith viu ser-lhe colocada uma estrela sobre o ombro. É a primeira general norte-americana assumidamente lésbica.

 

Fardada, Tammy Smith sorri e festeja a promoção ao lado da mulher com quem casou em Março do ano passado, Tracey Hepner. Chegou a general menos de um ano depois de a Administração de Barack Obama ter posto fim à polémica lei que impedia os militares de assumir a sua homossexualidade, e meses após o próprio Presidente ter afirmado que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Foi Tracey quem lhe colocou a estrela na farda, durante uma cerimónia no cemitério de Arlington. Hoje com 49 anos, Tammy Smith tem uma já longa carreira no Exército norte-americano (26 anos), e ainda que seja “muito improvável” que tenha sido a primeira homossexual a chegar a general nos EUA, é “muito significativo” que o tenha assumido publicamente, considerou Sue Fulton, porta-voz da organização OutServe que defende os direitos dos militares gay.

“Acho que é importante reconhecer o primeiro, porque assim a próxima pessoa não terá de ser ‘o primeiro’”, disse Fulton ao The New York Times. Ela própria chegou a integrar o Exército, que admite ter deixado por causa do secretismo a que era obrigado quem mantinha uma relação homossexual.

Hoje Tammy Smith está em Washington, onde é vice-chefe do departamento de militares na reserva. Mas entre Dezembro de 2010 e Outubro de 2011 cumpriu serviço militar no Afeganistão. Após a sua promoção, não deu entrevistas e sublinhou apenas a importância de “defender os valores do Exército e a responsabilidade que isso implica”.

Numa mensagem divulgada através do YouTube, o secretário de Estado da Defesa, Leon Panetta, agradeceu-lhe o serviço prestado durante o seu percurso militar. A sua promoção é um novo ponto final na “don’t ask don’t tell”, depois de no mês passado, e pela primeira vez, ter sido permitido o uso de fardas militares no desfile pelo orgulho gay em San Diego, na Califórnia.

 

 

 

 

 

publico.pt

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