MP defende que Xando era o homem de confiança dos traficantes

12/11/2015 08:28 - Modificado em 12/11/2015 08:28

Droga perla negraA investigação da PJ tentou a apresentar o arguido Xando Badiu como o líder de uma associação criminosa que transportou a droga para Cabo Verde. O MP lembrou que no mundo da droga não se deixa tanta droga numa só pessoa, isto num mundo onde a confiança é pedra angular. Mas o advogado de defesa tem outra leitura. Considera que “nesse mundo” o dono da droga não tem a droga no seu poder. E conclui que “Ter a  maior parte da droga na sua posse prova o contrário, prova que ele terá sido a mula “.

João do Rosário, advogado que assegura a defesa de Alexandre Borges, “ Xando Badiu”, considera que durante a audiência nada foi provado que o seu constituinte tivesse feito parte de qualquer associação criminosa ou que tivesse lavado capital, tanto é que nenhuma testemunha terá dito que o viu na companhia dos outros arguidos, nem apareceu nas reuniões citadas pelo Ministério Público.

A defesa do arguido Alexandre Borges, “Xando”, alegou no Tribunal que o seu constituinte não faz parte de qualquer associação criminosa, muito menos de lavagem de capital conforme consta da acusação.

Para o defensor, “não se provou nada que se possa concluir que é líder de associação criminosa. Apesar de haver esforços por parte do MP para o incriminar, nenhuma das testemunhas terá dito que viu o arguido nos locais indicados como espaços suspeitos para a realização de reuniões”.

O mesmo acredita que Xando “não é líder de nada” pois o facto de terem encontrado droga na sua posse não implica dizer que havia confiança especial no arguido, até mesmo porque o dono da droga não a tem em seu poder, pois quem transporta é “mula”, pessoa que não goza de confiança.

A defesa explica que as declarações do seu constituinte durante a audiência do julgamento são claras, pois ”foi aliciado para fazer um frete, carregamento de Whisky por uma quantia de 20 mil euros”.

Para provar a inocência de Xando, em relação às chamadas realizadas a outros arguidos, a defesa recorre ao resumo da chamada dizendo que apenas 4 ou 5 chamadas foram registadas e a duração foi de apenas alguns segundos. O mesmo considera que uma pessoa que faz parte de uma associação criminosa, que faz tráfico de droga, não faz chamadas com duração de apenas alguns segundos.

A defesa considerou “injusta” a acusação, pois está convencida que não foram feitas diligências nenhumas. João do Rosário entende que o único elemento que poderá indicar algo de associação é o símbolo encontrado na bolsa, o que considera insuficiente para provar crime de associação criminosa.

“Não se pôde provar na audiência que os arguidos tivessem concertado e organizado uma estrutura hierárquica”, por isso, a tese que sustenta a acusação do MP alegando associação criminosa “tem de cair por terra”.

  1. fredson

    “uma pessoa que faz parte de uma associação criminosa, que faz tráfico de droga, não faz chamadas com duração de apenas alguns segundos” : sim, justamente, sim.

  2. maria

    esse advogado devia ter vergonha de defender criminosos. acha mesmo que xando é um santo, não fez nada e não tem culpa de nada? pelo amor de Deus!

  3. mindelo

    nimguem k tita comenta bsot noticia kkkkkkk conteum tava faze um comentario bsot tava cmeme el

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