‘Perla Negra’: Carlos Ortega e Juan Bustos não tiveram dificuldade em perceber a língua utilizada pelos inspectores da PJ

11/11/2015 08:21 - Modificado em 11/11/2015 08:21
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Perla Negra1Crioulo e Português foram as línguas utilizadas pelos inspectores da Polícia Judiciária para estabelecerem comunicação com os arguidos Carlos Ortega e Juan Bustos, detidos no entroncamento que dá acesso ao Hotel Dom Paco. O inspector Paulo Rocha afirma que a comunicação foi “perfeitamente compreendida” pelos arguidos.

Os espanhóis Carlos Ortega e Juan Bustos fazem parte dos seis arguidos em prisão preventiva envolvidos no processo denominado ‘Perla Negra’, operação desencadeada pela Polícia Judiciária que levou à apreensão de 521 quilos de cocaína na praia de Salamansinha em São Vicente e à detenção de mais quatro arguidos, entre os quais um cabo-verdiano.

Os referidos arguidos foram abordados e detidos na madrugada do dia 6 de Novembro de 2014, por volta da uma hora da madrugada, no entroncamento que dá acesso ao Hotel Dom Paco. Consta da acusação que os mesmos terão manobrado Epinício, embarcação suspeita de ter descarregado a droga na praia de Salamansinha e, posteriormente, ter ancorado na Marina do Mindelo.

De acordo com o inspector Paulo Rocha que respondeu em Tribunal na qualidade de testemunha e participou na abordagem e detenção dos arguidos Calos Ortega e Juan Bustos, a comunicação estabelecida foi inicialmente em crioulo e, posteriormente, em português e que estes terão percebido “perfeitamente” e que não houve qualquer dificuldade na compreensão do crioulo ou do português, línguas utilizadas.

O inspector que na altura fazia a coordenação da operação a partir da capital do país diz que ao abordar os arguidos, solicitou a entrega dos documentos de identificação pessoal e que estes foram entregues de imediato. A pedido dos agentes da PJ os arguidos manobraram a embarcação até ao Cais do Porto Grande onde ancoraram junto da Guarda Costeira.

No entanto, durante o julgamento, os arguidos Carlos Ortega, Juan Fernandez Bustos e  Patrick Komarow limitaram-se ao silêncio recusando-se a responder alegando que só vieram a perceber que estavam a ser acusados na altura em que a tradutora lhos comunicou.
Neste sentido, Félix Cardoso, advogado de defesa dos cinco cidadãos estrangeiros, alegou a nulidade do processo, uma vez que a notificação da acusação foi escrita apenas em português e não na língua materna dos arguidos.

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