Prisão preventiva para ex- sub gerente da Caixa: juiz considera que há perigo de continuação de actividade criminosa

11/11/2015 08:06 - Modificado em 11/11/2015 08:06

prisão9O juiz do primeiro juízo do Tribunal de São Vicente colocou em prisão preventiva o ex subgerente da Agência do Mindelo da Caixa Económica por entender que havia a possibilidade de continuação da actividade criminosa.  Herberto Rodrigues, ex subgerente da da Agência do Mindelo da Caixa Económica, foi detido esta manhã pela Policia Judiciaria sob a suspeita de ter desviado cerca de oito mil contos  da conta de um cliente. O ministério público acusou-o de burla e abuso de confiança. O suspeito é também arguido  em outro processo onde é acusado de ter desviado cerca de 30 mil contos dos cofres da Agência do Mindelo da Caixa Económica. Nessa altura o mesmo juiz deixou-o em liberdade sob termo de identidade e residência e proibição de sair do pais.

Desta vez o juiz optou pela medida de coação mais gravosa  que é  prisão preventiva  sustentando que existe o perigo de continuação da actividade criminosa. O advogado de defesa não concorda com a medida, pois considera não estarem reunidos nenhum dos pressupostos  que determinam a prisão preventiva, e muito menos a continuidade da actividade criminosa, visto que o suspeito já não trabalha no banco. O juiz exibiu um documento onde estão movimentos alegadamente feitos pelo arguido numa conta que ele terá criado para movimentar o dinheiro desviado com um cartão 24 em nome de uma pessoa que não existe. Este online sabe que essas provas estão no processo e que o arguido foi filmado pelas câmaras da caixa 24 da agência da Caixa Económica em Fonte Cônego, há poucos dias, a fazer  um levantamento de dinheiro. Depois a PJ sabendo a hora em que foi feito o levantamento conseguiu chegar a conta e o cartão utilizados pelo arguido. E aparece ser esta prova que levou o juiz a decretar a prisão preventiva alegando o requisito da continuação da actividade criminosa. O resto em relação a prisão preventiva está nos manuais que ensinam que “provada a existência do crime e havendo indícios suficientes de autoria, a prisão preventiva poderá ser decretada apenas como “garantia da ordem pública, da ordem económica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal”. O advogado de defesa diz que vai recorrer da decisão, visto que tal decisão é passível de recurso  para o Supremo Tribunal de Justiça, para tentar  mostrar  que não existe o perigo da continuação da actividade criminosa.

O NN sabe que o arguido rebateu todas as acusações,  inclusive  do cartão 24, e continua a alegar que é inocente.

  1. Mony

    Inicialmente acreditei na inocência deste jovem quadro, mas, com mais este suposto crime, fica-me difícil sustentar a sua pura inocência. Mais uma coisa é certa: a ser verdade as acusações, e por mais bom ladrão que alguém possa ser, ninguém consegue desviar tanto dinheiro (30.000.000$00 + 8.000.000$00) de um banco, sem que haja negligência de quem supervisiona (Gerente, auditoria interna, etc). Outra coisa a ter em conta é o destino dado ao dinheiro: um levantamento dos movimentos financeiros do suspeito e bem como das pessoas com quem mantinha relações estreitas, e bem como de eventuais aquisições de bens móveis e imóveis, pode elucidar pistas interessantes sobre as razões por detrás do desfalque.

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