Desfalque na CECV : PJ acredita ter detectado o maior desvio de dinheiro num banco em Cabo Verde

11/11/2015 08:00 - Modificado em 11/11/2015 10:40

desvio-dinheiroA PJ acredita que o  processo que levou o ex-subgerente da Agência do Mindelo  da Caixa Económica a ficar em prisão preventiva  pode ser a ponta do icebergue do que afigura  ser o  maior desfalque verificado num Banco em Cabo Verde. Isto, porque a investigação prossegue e a PJ acredita que existem mais contas onde foram feitos levantamentos fraudulentos.

Pessoas envolvidas no processo, como testemunhas,  também acreditam  que estamos perante “um desvio de dinheiro sem precedentes” que pode ultrapassar os 150 mil contos roubados pelo gerente do BCA do Porto Novo”. Mas, por enquanto a PJ tem apenas um caso: levantamentos feitos numa conta  que podem atingir os oito mil contos  e com os documentos recolhidos pensa ter  provado como e quem fez o desvio. Assim a PJ pretende mostrar que o ex -subgerente efectuou levantamentos da referida conta, tendo ele mesmo preenchido e assinado os talões de levantamento. Aqui falta explicar como os caixas que entregaram o dinheiro não verificaram que a assinatura e a própria letra eram do seu superior hierárquico. Outro facto é que o titular da conta, que tem 98 anos, a partir de uma certa altura já não conseguia assinar e passou a fazer os levantamentos com a impressão digital a substituir a assinatura, mesmo assim continuaram a aparecer talões com a sua assinatura.

Cartão 24
A vigilância que a PJ passou a fazer ao suspeito levou os agentes a um cartão 24 que julgam que foi requisitado pelo ex subgerente usando um nome inexistente. O arguido foi filmado pelas câmaras da caixa 24  da agência da Caixa Económica em Fonte Cônego, há poucos dias, a fazer  um levantamento de dinheiro. Depois a PJ sabendo a hora em que foi feito o levantamento conseguiu chegar a conta e ao cartão utilizados pelo arguido. E assim tem na sua posse todos os movimentos feitos nessa conta que acredita que era usada para receber o dinheiro desviado da conta do referido cliente. Falta determinar se foi um procedimento único ou se estamos num efeito dominó,  quando  cai um caem todos.
Mas o arguido negou perante o juiz  estes factos e explicou os movimentos que foram feitos tentando demonstrar  que não cometeu nenhum crime.

Silêncio
A Administração da Caixa Económica mantém o silêncio enquanto a “casa vem  a baixo”. Mesmo com um ex-dirigente em prisão preventiva mantém o protocolo do silêncio como se isso resolvesse o problema da sua delegação em São Vicente  particularmente  na Agência da Av. 5 de  Julho . Isto num momento em que o ambiente é  de suspeição  e de “cortar a faca”.

  1. Esas coisas nao e nova ha muitos anos que eles anda afazer isso principalmentes os coitados dos emegrantes que não sabes escrever BCA caixa são igual

  2. Carlos

    Ele não era Gerentes, mas sim Caixa Principal

  3. Nelson Cardoso

    Felizmente mi é quebrod, um dnher è nha salário e el ka ta fca lá mut temp.
    pertá vigilancia e segurança nes bonc. trsiteza e falta de caracter d’alguns.

Os comentários estão fechados.

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