Novo desfalque na Caixa: cliente apresenta queixa devido ao sumiço de 17 mil contos

10/11/2015 07:59 - Modificado em 10/11/2015 07:59

muito-dinheiroA PJ voltou a agência da Caixa Económica do Mindelo, na Av. 5 de Julho, para investigar uma queixa de uma cliente  que alega que da sua conta sumiu a quantia de 17 mil contos. A PJ esteve durante toda semana a trabalhar no processo e ninguém sabe se conseguiu provar que foram retirados os 17 mil contos da conta.

Pois este online sabe que em “termos de movimentos bancários podem existir documentos que provam que os movimentos foram feitos pela titular e que não está provado esse procedimento ilegal”. Mas tudo indica que a PJ  terá reunido provas suficientes para esclarecer o caso e é provável que tenha encontrado outros casos. As suspeitas recaem, mais uma vez, sobre o ex.sub – gerente da Agência do Mindelo, demitido pela Caixa Económica e arguido num processo onde é acusado de ter retirado do cofre cerca de 280 mil euros.

Por enquanto, este online  confirma apenas a existência da queixa de uma cliente que deu por falta de 17 mil contos. Mas se a PJ conseguiu provar que  a conta de onde saiu os 17 mil contos é uma conta conhecida por “conta protegida”. Ou seja as contas cujos titulares passam anos sem fazer movimentos e que em alguns casos são literalmente esquecidas  podemos estar perante um esquema igual ao que o ex gerente do BCA do Porto Novo usou para desviar cerca de 139 mil contos. E aí as suspeitas apontam para os funcionários que tem autorização para aceder a essas contas: gerentes, sub gerentes e os funcionários do atendimento personalizado. O director da Caixa Económica de São Vicente contactado pelo NN  limita-se a seguir o protocolo da intuição nesse casos, ou seja, não falam. Mas apuramos que muitos colaboradores acham que alguém deve falar, porque a suspeição está a atingir todos” quando a grande maioria é gente íntegra que dedicou a sua vida ao seu trabalho”.

  1. Banqueira do povo

    Os casos de desvio de dinheiro das contas dos clientes estão a tornar-se recorrentes em Cabo Verde. No entanto, o que mais me preocupa enquanto, também cliente, são as estratégias utilizadas pelos bancos para evitar restituir o dinheiro aos clientes lesados. Escondendo-se através de processos internos e de manobras dilatórias nos tribunais, os bancos simplesmente tentam imputar a responsabilidade ao funcionário que cometeu o crime, quando na verdade os valores foram confiados à Instituição Bancária e não a nenhum funcionário em específico. Em regra, tendo-se constatado um desfalque, e uma vez comprovada que o cliente não teve qualquer envolvimento neste crime, este deve ser ressarcido de imediato, para além de um pedido formal de desculpas. Quando os bancos falham (neste caso, de propósito – assunção da responsabilidade), cabe a autoridade financeira (Banco Central de Cabo Verde) fazer valer os direitos dos clientes. Caso contrário, vamos começar a pensar que o nosso dinheiro fica mais seguro debaixo do colchão.

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