São Vicente: os livros de reclamação não são usados

10/11/2015 07:47 - Modificado em 10/11/2015 07:47
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livro reclamaçõesA existência do livro de reclamações nas instituições da ilha de São Vicente acontece apenas na teoria, pois na prática muitos não o utilizam. O NN visitou algumas instituições comerciais e não só, e pôde constatar que nem todas utilizam esta ferramenta, apesar de ser, por lei, obrigatória.

Segundo informações disponibilizadas pela IGAE na sua página oficial, todas as empresas que fornecem bens e serviços devem possuir o referido livro e ainda terem um sinalizador visível de forma que os clientes saibam da sua existência. Este sinalizador pode ser representado por diversas letras, nomeadamente A, B, C, D, E, F, H, I, K, L, M, O, P, T, V e S.

Algumas instituições informaram-nos sem hesitar que nunca utilizaram o livro mas que também nunca houve reclamações por parte dos clientes. “Nós aqui nunca tivemos nem utilizamos o livro de reclamações, mas os clientes também nunca o exigiram”.

Existem também instituições que apesar de possuírem a identificação à porta, os funcionários não sabem utilizar o livro. “Não sei se aqui alguma vez utilizaram o livro de reclamações”, afirmou um funcionário abordado.

E porque não há mal sem bem, existem aquelas empresas que possuem o livro mas que nunca ou quase nunca é utilizado pelos clientes. Perante esta situação, fica a questão: será que está tudo certo ou as pessoas simplesmente fogem “com o rabo à seringa”, como diz o velho ditado, quando se trata de dar a cara, de assumir os seus descontentamentos?

Com reclamações ou não, o certo é que não possuir esta ferramenta imprescindível é incorrer na ilegalidade, o que pode custar altas multas às empresas e às prestadoras de serviços. De acordo com declarações do Presidente da ADECO, “o livro é obrigatório em todas as instituições públicas e privadas. Se uma instituição ou serviço não possuir o livro de reclamações, podem incorrer em multas que podem atingir valores elevadíssimos ou até mesmo levar ao encerramento da instituição”.

Importa ainda referir que o cliente, na ausência do livro para fazer qualquer reclamação, tem a liberdade de accionar ou exigir a presença da polícia a fim de tomar nota do ocorrido e fazer a reclamação chegar às autoridades competentes do sector em questão.

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